<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614</id><updated>2011-07-15T01:35:37.594+01:00</updated><title type='text'>URGÊNCIAS 2007</title><subtitle type='html'>O que é que tens de urgente para me dizer ?</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>75</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-6571422918097301078</id><published>2008-04-26T13:14:00.004+01:00</published><updated>2008-04-26T13:44:33.372+01:00</updated><title type='text'>Encerramento das Urgencias - Abertura dos Estudios</title><content type='html'>O projecto URGÊNCIAS, depois de três edições organizadas pelo Mundo perfeito com as Produções Fictícias e o Teatro Municipal Maria Matos e com a colaboração de mais de três dezenas de actores, dramaturgos e outros artistas, chegou ao fim com a edição de 2007. Ficam 33 peças curtas criadas e levadas à cena, 17 das quais publicadas pela editora Cotovia no volume "Urgências", como testemunho de um projecto que, entre 2004 e 2007, abriu um espaço à nova dramaturgia portuguesa. Deste projecto nasceram também duas criações autónomas: "Azul a Cores", de Filipe Homem Fonseca, em 2006 e "Duas Metades", de Tiago Rodrigues e Patrícia Portela, em 2007. Este ciclo encerra-se, na certeza de que o projecto Urgências contribuiu não só no plano da criação de novos textos dramáticos portugueses, mas também no encontro entre criadores de diferentes quadrantes, na construção de pontes e cumplicidades que terão consequências no teatro contemporâneo. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/SBMi9gOyf0I/AAAAAAAAAD8/dYiJcxK3o_I/s1600-h/unknown.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/SBMi9gOyf0I/AAAAAAAAAD8/dYiJcxK3o_I/s400/unknown.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193533235307642690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Mundo Perfeito continua a sua actividade e a relação com o Teatro Municipal Maria Matos ganhou uma nova forma com o projecto ESTÚDIOS, que acontecerá anualmente, composto por uma série de workshops que culminan numa nova criação. Este ano, ESTÚDIOS conta com workshops dirigidos pelo realizador português João Canijo, pelos directores artísticos da companhia norte americana Nature Theatre of Oklahoma, Pavol Liska e Kelly Copper e pelo coreógrafo congolês Faustin Linyekula. Na sequência destes workshops, será criado o espectáculo "A Festa", que estreará a 3 de Julho, no Teatro Maria Matos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações em:&lt;br /&gt;www.mundo-perfeito.blogspot.com&lt;br /&gt;www.mundoperfeito.pt&lt;br /&gt;www.teatromariamatos.egeac.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-6571422918097301078?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/6571422918097301078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=6571422918097301078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/6571422918097301078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/6571422918097301078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2008/04/encerramento-das-urgencias-abertura-dos.html' title='Encerramento das Urgencias - Abertura dos Estudios'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/SBMi9gOyf0I/AAAAAAAAAD8/dYiJcxK3o_I/s72-c/unknown.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-8334752489922745367</id><published>2007-07-05T14:30:00.000+01:00</published><updated>2007-07-05T14:39:41.698+01:00</updated><title type='text'>NOTA DO ENCENADOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/Roz0eMg4AxI/AAAAAAAAAAo/smChhoOg3cA/s1600-h/DSC_0076.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/Roz0eMg4AxI/AAAAAAAAAAo/smChhoOg3cA/s320/DSC_0076.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083706878986814226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao construir este espectáculo no Teatro Maria Matos, tive várias vezes a sensação de ser o líder de um bando de piratas inveterados que toma de assalto um grande navio de uma frota inglesa. Com a diferença de que, no caso da equipa do Maria Matos, os ingleses convidaram os piratas a subir a bordo. E participam, eles próprios, nos mais infames actos de pirataria.&lt;br /&gt;URGÊNCIAS 2007 foi criado em pouco mais de quatro semanas de ensaios, num encontro frenético entre autores, actores, DJ’s, um artista de vídeo, um cenógrafo e desenhador de luz, produtores, técnicos, uma fotógrafa, figurinistas e tantos outros. Enfim, a tripulação que corre de um lado para o outro no convés. &lt;br /&gt;Acreditámos que um espectáculo que fala do que é urgente, pode e deve ser construído obedecendo a esse espírito de urgência. Se cada uma das seis peças que compõem este espectáculo exigiu que trabalhássemos estilos de teatro diferentes, houve sempre este elo a unir toda a obra. A urgência é essa energia que dispensa o acessório para comunicar o essencial.&lt;br /&gt;O espectáculo que vos mostramos conta várias histórias diferentes, mas acima de tudo, conta a história do encontro entre as pessoas que o criaram. É arriscado decidir fazer um espectáculo quando a única coisa que temos é uma equipa e uma pergunta ainda sem resposta: “o que é que temos de urgente para dizer?”. O resultado é imprevisível, mas esse é o risco que desejamos. Tal como é desejada a imperfeição que existe sempre que se arrisca. A imperfeição do teatro. Essa magnífica imperfeição que nos faz gostar de piratas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Rodrigues&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-8334752489922745367?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/8334752489922745367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=8334752489922745367' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/8334752489922745367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/8334752489922745367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2007/07/nota-do-encenador.html' title='NOTA DO ENCENADOR'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/Roz0eMg4AxI/AAAAAAAAAAo/smChhoOg3cA/s72-c/DSC_0076.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-3983086110317963607</id><published>2007-07-05T14:22:00.000+01:00</published><updated>2007-07-05T14:30:04.550+01:00</updated><title type='text'>ESTREIA HOJE</title><content type='html'>A terceira edição das Urgências estreia-se hoje no Teatro Maria Matos, às 21h30. Com textos de Inês Menezes, Joaquim Horta, José Luís Peixoto, José Maria Vieira Mendes, Rui Cardoso Martins e Mickael de Oliveira, o espectáculo estará em cena até 29 de Julho, de 4ª a Sábado às 21h30 e Domingos às 17h00.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-3983086110317963607?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/3983086110317963607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=3983086110317963607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/3983086110317963607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/3983086110317963607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2007/07/estreia-hoje.html' title='ESTREIA HOJE'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-2133400819837493866</id><published>2007-07-03T00:56:00.000+01:00</published><updated>2007-07-03T01:03:45.986+01:00</updated><title type='text'>DUAS ESTRELAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.dquixote.pt/content_images/autor_1057.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.dquixote.pt/content_images/autor_1057.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Cardoso Martins participa nas URGÊNCIAS 2007 com a peça curta "Duas Estrelas", que é intepretada por Fernando Luís, Margarida Cardeal, Cláudia Gaiolas e Tónan Quito. &lt;br /&gt;Além de autor desde o primeiro episódio do programa de humor "Contra Informação", Rui Cardoso Martins é cronista, argumentista de televisão e cinema e lançou recentemente o seu primeiro romance intitulado "E se eu gostasse muito de morrer", pela editora Dom Quixote. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;URGÊNCIAS 2007&lt;br /&gt;Em cena até 29 de Julho no Teatro Maria Matos, em Lisboa&lt;br /&gt;4ª a Sáb. às 21h30, dom. às 17h00 &lt;br /&gt;Informações e reservas 218 438 801 &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-2133400819837493866?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/2133400819837493866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=2133400819837493866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/2133400819837493866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/2133400819837493866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2007/07/duas-estrelas.html' title='DUAS ESTRELAS'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-6282507496321042454</id><published>2007-07-01T22:19:00.000+01:00</published><updated>2007-07-01T22:51:20.037+01:00</updated><title type='text'>PUM, O TIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.joseluispeixoto.net/photos/upload/peixoto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.joseluispeixoto.net/photos/upload/peixoto.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Luís Peixoto escreveu a sua primeira peça, "Anathema", para a companhia belga STAN. Este espectáculo estreou no Teatro da Bastilha, em Paris, no âmbito do Festival d'Autaumne 2005. ANATHEMA será apresentado pela primeira vez em Portugal já na próxima semana, entre 7 e 11 de Julho, em Lisboa, no Grande Auditório da Culturgest, integrado na programação do Festival de Almada. Além desta peça, Peixoto também assinou os textos "À Manhã", levado à cena pelo Teatro Meridional, e "Quando o Inverno Chegar", que terminou a sua carreira há dias no palco do Teatro S.Luiz.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No espectáculo URGÊNCIAS 2007, José Luís Peixoto participa com uma peça curta intitulada "Pum, o Tiro", que é interpretada por Fernando Luís, Cláudia Gaiolas, Tónan Quito, Joaquim Horta, Margarida Cardeal e Rita Brutt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;URGÊNCIAS 2007&lt;br /&gt;Em cena até 29 de Julho no Teatro Maria Matos, em Lisboa&lt;br /&gt;4ª a Sáb. às 21h30, dom. às 17h00     &lt;br /&gt;Informações e reservas 218 438 801&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-6282507496321042454?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/6282507496321042454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=6282507496321042454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/6282507496321042454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/6282507496321042454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2007/07/jos-lus-peixoto-participa-nas-urgncias.html' title='PUM, O TIRO'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-729950619936725947</id><published>2007-07-01T03:10:00.000+01:00</published><updated>2007-07-01T03:29:18.594+01:00</updated><title type='text'>DOMINGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.artistasunidos.pt/outros/jmvm.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.artistasunidos.pt/outros/jmvm.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Maria Vieira Mendes participa nas URGÊNCIAS 2007, com a peça curta "Domingo", que é interpretada por Fernando Luís, Cláudia Gaiolas e Tónan Quito. Além da sua participação no projecto URGÊNCIAS, Vieira Mendes está actualmente envolvido em dois outros projectos nos palcos portugueses. No Teatro Nacional de São João, a sua peça "O Avarento ou A última festa", a partir de "O Avarento" de Moliére, pode ser vista até 8 de Julho. O dramaturgo também experimenta a encenação pela primeira vez, levando ao palco do Instituto Franco-Português a peça de Jean-luc Lagarce "História de Amor (Últimos Capítulos)".  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;URGÊNCIAS 2007&lt;br /&gt;Em cena até 29 de Julho no Teatro Maria Matos, em Lisboa&lt;br /&gt;4ª a Sáb. às 21h30, dom. às 17h00     &lt;br /&gt;Informações e reservas 218 438 801; bilheteira.teatromariamatos@egeac.pt Bilhetes à venda: FNAC | Abreu | Agência de Alvalade | www.ticketline.pt Ticketline 707 234 234&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-729950619936725947?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/729950619936725947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=729950619936725947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/729950619936725947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/729950619936725947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2007/07/domingo.html' title='DOMINGO'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-4925823666692466780</id><published>2007-05-21T12:20:00.000+01:00</published><updated>2007-05-21T12:22:01.810+01:00</updated><title type='text'>DJ de BURAKA SOM SISTEMA participa nas URGÊNCIAS 2007</title><content type='html'>O espectáculo deste ano vai contar com a colaboração de RIOT, Dj de Buraka Som Sistema, e também de ALX, que estarão em palco com os seis actores que compõem o elenco de URGÊNCIAS 2007. Os dois Dj construirão a banda sonora do espectáculo em tempo real, improvisando de noite para noite e alimentando o espírito de urgência que é característica deste projecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/burakasomsistema"&gt;www.myspace.com/burakasomsistema&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-4925823666692466780?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/4925823666692466780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=4925823666692466780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/4925823666692466780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/4925823666692466780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2007/05/dj-de-buraka-som-sistema-participa-nas.html' title='DJ de BURAKA SOM SISTEMA participa nas URGÊNCIAS 2007'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-8688804906962473811</id><published>2007-03-29T12:37:00.000+01:00</published><updated>2007-05-21T21:27:41.719+01:00</updated><title type='text'>o conceito «urgências»</title><content type='html'>URGÊNCIAS 2007 é um espectáculo composto por diversas peças curtas que tratam diferentes temas. À semelhança das duas edições anteriores do projecto URGÊNCIAS, ambas realizadas no Teatro Maria Matos em 2004 e 2006, esta edição desafia novos dramaturgos portugueses a escrever uma peça curta sob o mote: “O que é que tens de urgente para me dizer?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As peças terão cerca de 10 minutos e serão escritas em diálogo com o elenco, uma vez que outra das ambições deste projecto é estreitar a relação entre autores e actores na criação de teatro. Procuramos um discurso teatral «urgente», que previligie a ideia de actualidade, os problemas e as palavras do nosso tempo, acentuando a efemeridade mas também a capacidade de influenciar o real que são características da criação teatral. Será acima de tudo uma oportunidade de o público assistir a autores e actores a tomarem o pulso ao mundo que nos rodeia e falarem dele com as palavras de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais notícias em breve. Urgentemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-8688804906962473811?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/8688804906962473811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=8688804906962473811' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/8688804906962473811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/8688804906962473811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2007/03/o-conceito-urgncias.html' title='o conceito «urgências»'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-7996400338314169741</id><published>2007-03-24T23:33:00.000Z</published><updated>2007-03-24T23:49:43.856Z</updated><title type='text'>vestimos a camisola</title><content type='html'>2007 também vai ser ano de Urgências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/RgW4CQpoStI/AAAAAAAAAAU/zdpewn6t4WY/s1600-h/DSC_0001.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/RgW4CQpoStI/AAAAAAAAAAU/zdpewn6t4WY/s320/DSC_0001.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045641306507332306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressamos ao Teatro Maria Matos, com um novo grupo de autores, novos textos e a urgência de sempre. A terceira edição das Urgências já está em preparação e este blogue volta ao activo para ir dando a conhecer todas as novidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estreia é dia 5 de Julho. Nós já vestimos a camisola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-7996400338314169741?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/7996400338314169741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=7996400338314169741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/7996400338314169741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/7996400338314169741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2007/03/uma-t-shirt-com-uma-pergunta-urgente.html' title='vestimos a camisola'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_u9gnXh9HlsE/RgW4CQpoStI/AAAAAAAAAAU/zdpewn6t4WY/s72-c/DSC_0001.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-114912417763937125</id><published>2006-06-01T02:08:00.000+01:00</published><updated>2006-06-01T02:09:37.650+01:00</updated><title type='text'>URGÊNCIAS 2006</title><content type='html'>ESTREIA A 6 DE JULHO: URGÊNCIAS 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 novas peças curtas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro Maria Matos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 de Julho a 30 de Julho | 4ª a Sáb. às 21h30 | Dom. às 17h00&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-114912417763937125?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/114912417763937125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=114912417763937125' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/114912417763937125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/114912417763937125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2006/06/urgncias-2006.html' title='URGÊNCIAS 2006'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-114044021736702548</id><published>2006-02-20T12:53:00.000Z</published><updated>2006-02-20T12:56:57.366Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6289/195/1600/AZUL681.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6289/195/400/AZUL681.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-114044021736702548?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/114044021736702548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=114044021736702548' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/114044021736702548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/114044021736702548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2006/02/blog-post_20.html' title=''/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-114043992100611531</id><published>2006-02-20T12:49:00.000Z</published><updated>2006-02-20T12:52:01.010Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;AZUL A CORES&lt;br /&gt;de Filipe Homem Fonseca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ESTREIA A 22 DE FEVEREIRO ÀS 22 H  NA SALA ESTÚDIO DO TEATRO DA TRINDADE EM LISBOA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sala Estúdio do Teatro da Trindade em Lisboa&lt;br /&gt;22 de Fevereiro a 12 de Março&lt;br /&gt;4ª a sábado às 22h e domingo às 17h&lt;/strong&gt;M/16&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto Filipe Homem Fonseca&lt;br /&gt;Concepção cénica e interpretação  Margarida Cardeal e Tiago Rodrigues&lt;br /&gt;Cenografia Patrícia Portela&lt;br /&gt;Desenho de Luzes  João D’Almeida&lt;br /&gt;Apoio Técnico António Ribeiro&lt;br /&gt;Direcção de produção e fotografia  Magda Bizarro&lt;br /&gt;Grafismo Digiscript&lt;br /&gt;Concepção do SPOT Bruno Canas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Sabes aquilo que se diz, a cara-metade? A minha cara-metade? E se a pessoa que nos completa é mais do que a nossa metade? Se sem ela somos um terço, ou um quarto, ou menos? E se a nossa cara-metade for bastante mais que a nossa metade? Se for demais para nós? E se em vez de nos acrescentar, ela nos tira?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe Homem Fonseca, Azul a Cores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher contrata um homem para a acompanhar até um quarto de hotel e ouvir todos os insultos e desabafos que não pôde dizer ao marido que a abandonou. Este é o ponto de partida para AZUL A CORES, projecto que nasce através de uma participação no espectáculo URGÊNCIAS, do Mundo Perfeito e das Produções Fictícias, composto por peças curtas de diversos autores. Na sequência dessa experiência, Filipe Homem Fonseca construiu o texto que agora é interpretado por Margarida Cardeal e Tiago Rodrigues.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Outra das características fundamentais deste trabalho é o facto de não haver uma encenação, ensaios convencionais ou aquilo a que tradicionalmente chamamos “marcações”. Margarida Cardeal e Tiago Rodrigues, em conjunto com todos os criativos do projecto, criaram algumas regras sobre como iniciar o espectáculo. No entanto, a interpretação do texto ou a relação entre actores e público depende das escolhas que forem sendo tomadas em cada noite, com o objectivo último de criar um espectáculo vivo e em constante evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bilhetes: 10€&lt;br /&gt;Descontos: 30%: Jovens c/ - 25 anos, Sócios do INATEL, Grupos + 10 PAX, Seniores, Pin Cultura e Profissionais do Espectáculo&lt;br /&gt;Bilhetes à Venda: Teatro da Trindade, 3ª a domingo 14h às 20h, Tel. 213 420 000 | Fnac | Lojas Abreu | Ag. Alvalade | Ticketline 707 234 234 www.ticketline.sapo.pt&lt;br /&gt;Informações/Reservas: Teatro da Trindade, Tel. 213 420 000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só se aceitam reservas e levantamento de bilhetes reservados até 48 horas antes do espectáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoio Produções Fictícias, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal da Amadora e EGEAC&lt;br /&gt;Televisão oficial: Sic Notícias&lt;br /&gt;Uma Produção Mundo Perfeito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais Informações: Mundo Perfeito Av. do Brasil, 15 - 3ºDto 2700-129 Amadora Telf.  +351 214950182 Tlm. +351 966 464 069 geral@mundoperfeito.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-114043992100611531?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/114043992100611531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=114043992100611531' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/114043992100611531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/114043992100611531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2006/02/azul-cores-de-filipe-homem-fonseca.html' title=''/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109967963160669869</id><published>2004-11-05T18:06:00.000Z</published><updated>2004-11-05T18:33:51.606Z</updated><title type='text'>O acampamento</title><content type='html'>O blogue ficou deserto nesta última semana. O blogue como o palco e a plateia do Maria Matos, esvaziado de gente desde sábado passado. Depois da última noite de Urgências, aquele fantástico teatro municipal encerrou de novo as portas. Serão feitas obras e esperamos que reabra em breve, devolvido à cidade e aos cidadãos, com uma cara nova.&lt;br /&gt;Percebemos, pela urgência com que mais de duas mil pessoas acorreram ao Maria Matos em apenas 12 noites, que inventámos uma coisa boa. Interessante, pelo menos. Sentimos que todos temos vontade de repetir a experiência e acreditamos cada vez mais que é possível tornar as Urgências um projecto que aconteça regularmente. Repetindo autores e actores e convidando pessoas novas, percebemos que talvez seja importante perguntarmo-nos que urgências temos para o ano e para outro e para outro. E desta fazê-lo com apoios, com tempo, a experimentar mais e a ir cada vez mais longe.&lt;br /&gt;Os textos que compuseram este este espectáculo estarão, nas próximas semanas, disponíveis neste blogue. Assim que haja notícias sobre o futuro deste projecto, estarão também aqui neste blogue. Mas hoje, mais do que falar do futuro, é importante fazer o balanço destes meses intensos que foram a criação das primeiras Urgências. É curioso como, chegado a este ponto, percebo que já falei e escrevi tanto sobre o projecto que sou a pessoa menos indicada para fazer este balanço. Tudo o que disser vai soar a entrevista de promoção ou conversa de final de ensaio. Vou limitar-me a escrever o que seja absolutamente essencial.&lt;br /&gt;Fazer as Urgências foi, acima de tudo, assistir a um exercício de generosidade. A generosidade dos autores que aceitaram colocar-se em causa e responder a uma pergunta, no mínimo, ambiciosa: o que é que tens de urgente para me dizer? A generosidade dos actores que se entregaram incondicionalmente a este projecto. A generosidade da produção, dos técnicos, de todos os que dedicaram o seu tempo a um projecto sem dinheiro, sem condições de trabalho, sem rede.&lt;br /&gt;É quase ridículo agradecer a essas pessoas depois de ter visto a satisfação com quem enfrentaram a contrução deste espectáculo. A coisa certa a fazer, que não se pode fazer com um texto num blogue, é partilhar do sorriso que todos tinham estampado no rosto quando, pela última vez, saímos do Teatro maria Matos, no sábado passado. Escondido atrás do monitor do meu computador, do teclado, dos fios e ondas magnéticas que me afastam de quem leia este texto, eu partilho esse sorriso. &lt;br /&gt;Sei que o momento é lamechas. Faz-me lembrar a única vez que fiz campismo. Fui para Vila Nova de Milfontes. Acampamento de Verão. Tinha 14 anos. Quando acabou começámos todos a chorar. É ridículo, é adolescente, é lamechas. Mas a verdade é que desde os 14 anos que não me sentia assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, campistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109967963160669869?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109967963160669869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109967963160669869' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109967963160669869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109967963160669869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/11/o-acampamento.html' title='O acampamento'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109896815347423317</id><published>2004-10-28T13:53:00.000+01:00</published><updated>2004-10-28T13:55:53.476+01:00</updated><title type='text'>Debate urgente no sábado</title><content type='html'>Debate urgente no sábado, 30 de Outubro, às 17h, no Teatro Maria Matos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O segundo debate associado ao espectáculo "Urgências" será no próximo sábado, dia 30 de Outubro, às 17 horas. O debate terá como tema “Urgências contemporâneas”, focando questões urgentes da sociedade portuguesa, tentando tomar o pulso às urgências do nosso país.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Convidados para debater estas e outras questões, estarão presentes a jornalista Helena Matos, o argumentista Nuno Artur Silva e o jornalista José Mário Silva. O debate será moderado por Pedro Mexia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entre os assistentes contaremos com a presença dos actores e autores que compõem a equipa criativa do espectáculo Urgências, um projecto das Produções Fictícias com o Mundo Perfeito, em cena de 3ª a sábado, às 21h30, até 30 de Outubro, no Teatro Maria Matos&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109896815347423317?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109896815347423317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109896815347423317' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109896815347423317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109896815347423317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/debate-urgente-no-sbado_28.html' title='Debate urgente no sábado'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109888488417796633</id><published>2004-10-27T14:40:00.000+01:00</published><updated>2004-10-27T14:48:04.176+01:00</updated><title type='text'>Sobre a importância do protector solar</title><content type='html'>Reza a lenda que o texto que se segue é mesmo o discurso de final de ano lectivo de um professor de uma escola secundária norte-americana. Verdade ou mito urbano, não faço ideia. Fiquei a conhecê-lo por causa de um vídeo que passava insistentemente na MTV, com o nome “Everyone's Free (To Wear Sunscreen)”. No lugar geralmente destinado ao nome do artista, podia ler-se “Baz Luhrmann”, mais conhecido como realizador de “Romeu+Juliet” e “Moulin Rouge”. O vídeo sempre me intrigou, sobretudo por nem sequer se tratar de uma música, ficando assim tão deslocado de toda a pop cor-de-rosa que passava na MTV. Todo o discurso era dito em tom monocórdico, com uma tímida batida de dança por baixo. Consistia numa listagem de conselhos que deviam ajudar os finalistas daquele ano a prepararem-se para a vida no mundo real. Mas o narrador fazia a ressalva: “De tudo isto, a única coisa de que tenho a certeza é de que devem usar sempre protector solar”.&lt;br /&gt;Sempre gostei muito deste texto. E ter de pensar nas minhas urgências fez-me descobri-lo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ladies and Gentlemen of the class of '97.&lt;br /&gt;Wear sunscreen.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;If I could offer you one tip for the future, sunscreen would be it. The long-term benefits of sunscreen have been proved by scientists whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience... I will dispense this advice now.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enjoy the power and beauty of your youth; oh, nevermind, you will not understand the power and beauty of your youth until they've faded. But trust me, in 20 years you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now, how much possibility lay before you and how fabulous you really looked. You are NOT as fat as you imagine. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don't worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum. The real troubles in life are apt to be things that never crossed your worried mind; the kind that blindside you at 4pm on some idle Tuesday.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do one thing everyday that scares you.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sing.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don't be reckless with other peoples hearts. Don't put up with people who are reckless with yours. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Floss. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don't waste your time on jealousy; sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The race is long, and in the end, it's only with yourself. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Remember compliments you receive. Forget the insults. If you succeed in doing this, tell me how. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Keep your old love letters. Throw away your old bank statements. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Stretch.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40 year olds I know still don't.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Get plenty of calcium. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Be kind to your knees, you'll miss them when they're gone. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Maybe you'll marry, maybe you won't. Maybe you'll have children, maybe you won't. Maybe you'll divorce at 40. Maybe you'll dance  the funky chicken on your 75th wedding anniversary.... Whatever you do, don't congratulate  yourself too much or berate yourself either - your choices are half chance,  so are everybody else's.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enjoy your body, use it every way you can... don't be afraid of it, or what other people think of it... it's the greatest instrument you'll ever own. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dance... even if you have nowhere else to do it but in your own living room.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Read the directions, even if you don't follow them. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do NOT read beauty magazines they will only make you feel UGLY. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Get to know your parents, you never know when they might be gone for good. Be nice to your siblings; They're your best link to your past, and the people most likely to stick with you in the future.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Understand that friends come and go, except for the precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle because the older you get, the more you need the people you knew when you were young.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Live in New York City once, but leave before it makes you hard. Live in Northern California once, but, leave before it makes you soft.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Travel.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Accept certain inalienable truths. Prices will rise, Politicians will philander, you too will get old. And when you do, you'll fantasize that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble, and children respected their elders. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Respect your elders. Don't expect anyone else to support you. Maybe you'll have a trust fund, maybe you'll have a wealthy spouse; but you never know when either one might run out. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Don't mess too much with your hair, or by the time you're 40, it will look 85. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Be careful whose advice you buy, but, be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia; dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts, and recycling it for more than it's worth.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But trust me on the sunscreen.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109888488417796633?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109888488417796633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109888488417796633' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109888488417796633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109888488417796633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/sobre-importncia-do-protector-solar.html' title='Sobre a importância do protector solar'/><author><name>SR</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4223/567/1600/eusouthpark.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109874386227867845</id><published>2004-10-26T00:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T23:41:29.250+01:00</updated><title type='text'>Ein berliner</title><content type='html'>Filipe Homem Fonseca, autor da peça curta "Azul a Cores", que faz parte do espectáculo Urgências é também autor do argumento do telefilme "Só Por Acaso", que hoje recebeu o Prix Europa, na categoria de ficção televisiva do Festival de Berlim.&lt;br /&gt;O Prix Europa Especial é um galardão com patrocínio do Parlamento Europeu . É a primeira vez que uma produção portuguesa é distinguida neste festival, considerado o mais importante da Europa na área da televisão, rádio e internet.&lt;br /&gt;Outro interveniente do espectáculo Urgências, o actor Marco d'Almeida (que interepreta a peça curta "Genebra", de Pedro Mexia) é também protagonista de "Só Por Acaso", uma produção de Paulo Branco com realização de Rita Nunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, orgulho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109874386227867845?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109874386227867845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109874386227867845' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109874386227867845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109874386227867845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/ein-berliner.html' title='Ein berliner'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109871213867702400</id><published>2004-10-25T14:37:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T14:48:58.676+01:00</updated><title type='text'>Urgências de intervalo</title><content type='html'>No espectáculo que continuaremos a levar à cena até ao final desta semana no Maria Matos, há um momento em que o público adquire especial protagonismo. No final da primeira parte, o Marco d'Almeida anuncia num dos microfones instalados em palco: "durante o intervalo, é urgente escreverem as vossas urgências nos post it's que estão no foyer". O público sai e, mesmo antes do final do intervalo, um dos actores do elenco desce do palco, atravessa a plateia e vai lá fora recolher as diversas urgências assinadas pelos espectadores. Quando regressa, já quase todo o público está instalado na plateia. Em palco, o elenco reúne-se num círculo. Num ambiente de excitação e curiosidade, distribuímos entre nós os papelitos amarelos. Chegamo-nos todos à beira do palco e lemos. Todas as noites são muitas. Estas são só algumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É urgente mudar de governo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É urgente acabar com a burocracia"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É urgente apartamento barato para alugar. Tm: 96*******"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É urgente que eu seja operada à catarata da vista esquerda, porque senão começo a ter uma catarata na vista direita e acabo por ficar completamente cega"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É urgente ser feliz"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É urgente dizer à minha avó que sinto muito a sua falta"&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109871213867702400?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109871213867702400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109871213867702400' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109871213867702400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109871213867702400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/urgncias-de-intervalo.html' title='Urgências de intervalo'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109836849585195547</id><published>2004-10-21T15:20:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T15:21:35.853+01:00</updated><title type='text'>Debate urgente no sábado</title><content type='html'>Associados ao espectáculo Urgências, vão realizar-se dois debates no Teatro Maria Matos. O primeiro será já no próximo sábado, dia 23 de Outubro, às 17 horas. O debate terá como tema “A Urgência na Prática Teatral”, focando questões como a relação do teatro com a actualidade e a forma como a sociedade contemporânea contamina e se deixar contaminar pelo teatro. &lt;br /&gt;Convidados para debater estas e outras questões, estarão presentes a actriz e encenadora Cristina Carvalhal, o dramaturgo Jacinto Lucas Pires e o director do festival CITEMOR, Armando Valente. O debate será moderado por Tiago Rodrigues. &lt;br /&gt;Entre os assistentes contaremos com a presença dos actores e autores que compõem a equipa criativa do espectáculo Urgências, um projecto das Produções Fictícias com o Mundo Perfeito, em cena de 3ª a sábado, às 21h30, até 30 de Outubro, no Teatro Maria Matos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109836849585195547?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109836849585195547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109836849585195547' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836849585195547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836849585195547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/debate-urgente-no-sbado.html' title='Debate urgente no sábado'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109836777592118121</id><published>2004-10-21T15:08:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T15:09:35.920+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>Fazes-me falta. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ainda sinto o teu sorriso mas não é a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tão bom que ainda cá estivesses a sorrir e a tocar na minha mão enquanto estou distraído a olhar para a televisão. Depois podias pedir-me um beijinho e eu negava-to porque sou um limão azedo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Assim digo-te coisas urgentes. Pequenas coisas urgentes que julgo que queres saber.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tenho novidades boas para te contar. Ouve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Urgência enviada por João Vaz para urgencias@sapo.pt&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109836777592118121?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109836777592118121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109836777592118121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836777592118121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836777592118121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/as-vossas-urgncias_109836777592118121.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109836765085067105</id><published>2004-10-21T15:06:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T15:07:30.850+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>Queria dizer-te, queria dizer-te tudo e agora, mas não com as mesmas palavras que já ouviste pela boca de outras, não com as mesmas que tu usaste com outras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É urgente inventar novas palavras porque estas já estão gastas, banais, mal usadas e abusadas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É urgente inventar novas palavras que mais ninguém saiba o significado, que nunca ninguém tenha usado. Só nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Urgência enviada por Joana Azevedo para urgencias@sapo.pt&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109836765085067105?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109836765085067105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109836765085067105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836765085067105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836765085067105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/as-vossas-urgncias_109836765085067105.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109836753431276162</id><published>2004-10-21T15:04:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T15:05:34.313+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>«Eu já percebi que tu tens angústias. Não me refiro às angústias&lt;br /&gt;sentimentais. Refiro-me às outras, às inquitações. O dicionário à angústia&lt;br /&gt;chama estreiteza, aperto, limitação de espaço. Uma "urgência" é algo que se&lt;br /&gt;tem de fazer para calar uma "angústia", para tornar a ter ar suficiente para&lt;br /&gt;respirar. Se te "angustia" estar parado, a tua urgência é viajar. Se te&lt;br /&gt;inquieta não criar, urge que cries. Pelo menos isso é o que eu sinto que tu&lt;br /&gt;sentes. Sabes, isso que tu dizes de seguir o caminho certinho deve ser&lt;br /&gt;deixado para quem não tem angústias e por isso não sente urgências. Mas&lt;br /&gt;aqueles que as têm não se podem deixar paralizar pelo medo sob pena de um&lt;br /&gt;dia mais tarde, já tarde demais, descobrirem que não viveram a sua vida mas&lt;br /&gt;sim a vida de um outro qualquer. As ambulâncias não páram nos vermelhos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Urgência enviada por Nuno Godinho para urgencias@sapo.pt&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109836753431276162?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109836753431276162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109836753431276162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836753431276162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836753431276162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/as-vossas-urgncias_109836753431276162.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109836739997042217</id><published>2004-10-21T15:00:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T15:03:19.970+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>&lt;em&gt;Esta crónica de António Lobo Antunes foi-nos enviada, com carácter de urgência, pelo leitor e espectador Miguel Sampaio para urgencias@sapo.pt. Obrigado, Miguel, pelo envio do texto e pelos elogios ao espectáculo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antes que anoiteça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por razões que não vêm ao caso, as últimas semanas, difíceis para mim, têm-me obrigado a pensar no passado e no presente e a esquecer o futuro. Sobretudo o passado: tornei a encontrar o cheiro e o eco dos hospitais, essa atmosfera de feltro branco, onde as enfermeiras deslizam como cisnes, que nos tempos de interno me exaltava, o silêncio de borracha, brilhos metálicos, pessoas que falam baixinho como nas igrejas, a solidariedade na tristeza das salas de espera, corredores intermináveis, o ritual de solenidade apavorante a que assisto com um sorriso trémulo a servir de bengala, uma coragem postiça a mal esconder o medo. Sobretudo no passado porque o futuro se estreita, e digo sobretudo o passado visto que o presente se tornou passado também, recordações que julgava perdidas e regressam sem que se dê por isso, os domingos de feira em Nelas, os gritos dos leitões&lt;br /&gt;(lembro-me tanto dos gritos dos leitões agora)&lt;br /&gt;um anel com o emblema do Benfica que aos cinco anos eu achava lindo e os meus pais horrível, que aos cinquenta anos continuo a achar lindo apesar de achar horrível também, e julgo ser altura de começar a usá-lo uma vez que não me sobra assim tanto tempo para grandes prazeres. Quero o anel com o emblema do Benfica, quero minha avó viva, quero a casa da Beira, tudo aquilo que deixei fugir e me faz falta, quero a Gija a coçar-me as costas antes de me deitar, quero o pinhal do Zé Rebelo, quero jogar pingue-pongue com o meu irmão João, quero ler Júlio Verne, quero ir à Feira Popular andar no carrossel do oito, quero ver o Costa Pereira defender um penalti do Didi, quero trouxas de ovos, quero pastéis de bacalhau com arroz de tomate, quero ir para a biblioteca do liceu excitar-me às escondidas com a «Ruiva» de Fialho de Almeida, quero tornar a apaixonar-me pela mulher do faraó nos «Dez Mandamentos» que vi aos doze anos e a quem fui intransigentemente fiel um verão inteiro, quero a minha mãe, quero o meu irmão Pedro pequeno, quero ir comprar papel de trinta e cinco linhas à mercearia para escrever versos contadas pelos dedos, quero voltar a jogar hóquei em patins, quero ser o mais alto da turma, quero abafar berlindes olho de boi, olho de vaca, contramundo e papa.&lt;br /&gt;Quero o Frias a contar filmes na escola do senhor André, a falar do Rapaz, da Rapariga e do Amigo do Rapaz, filmes que nunca vi a não ser através das descrições do Frias ( Manuel Maria Camarate Frias o que é feito de ti?) e as descrições do Frias eram muito melhores do que os filmes, o Frias imitava a música de fundo, o barulho dos cavalos, os tiros, a pancadaria no «saloon», imitava de tal forma que a gente era com se estivesse a ver, o Frias, o Norberto Noroeste Cavaleiro, o homem que achou que eu lhe estava a mexer no automóvel e se desfez num berro:&lt;br /&gt;- Trata-me por senhor doutor meu camelo&lt;br /&gt;a primeira vez que uma pessoa crescida me chamou nomes e eu com vontade de responder que o meu pai também era doutor, que ao entrar no balneário do Futebol Benfica para me equipar o Ferro-o-Bico explicou aos outros :&lt;br /&gt;- o pai do ruço é doutor&lt;br /&gt;e houve à minha roda uma nudez respeitosa, o pai do ruço é doutor, quero voltar a apanhar um táxi à porta de casa e o chofer perguntar:&lt;br /&gt;- É aqui que mora um rapaz que joga hóquei chamado João?&lt;br /&gt;e quero tornar a espantar-me por ele tratar assim o pai do ruço, quero partir um braço e ter gesso no braço ou, melhor ainda, uma perna para andar de canadianas e assombrar as meninas da minha idade, um miúdo de canadianas&lt;br /&gt;achava eu, acho eu não há rapariga que não deseje namorar com ele e além disso os carros param para a gente atravessar a rua, quero que o meu avô me desenhe um cavalo, eu monte no cavalo e me vá embora daqui, quero dar pulos na cama, quero comer percebes, quero fumar às escondidas, quero ler o «Mundo de Aventuras», quero ser Cisco Kid e Mozart ao mesmo tempo, quero gelados do Santini, quero uma lanterna de pilhas no Natal, quero guarda-chuvas de chocolate, quero que a minha tia Gogó me dê de almoçar&lt;br /&gt;- Abre a boca Toino&lt;br /&gt;quero um pratinho de tremoços, quero ser Sandokan Soberano da Malásia, quero usar calças compridas, quero descer dos eléctricos em andamento, quero ser revisor da Carris, quero tocar todas as cornetas de plástico do mundo, quero uma caixa de sapatos cheia de bichos de seda, quero o boneco da bola, quero que não haja hospitais, quero que não haja doentes, quero que não haja operações, quero ter tempo para ganhar coragem e dizer aos meus pais que gosto muito deles ( não sei se consigo) dizer aos meus pais que gosto muito deles antes que anoiteça senhores, antes que anoiteça para sempre."&lt;br /&gt;&lt;em&gt;António Lobo Antunes, crónica de 15 de Dezembro de 1996, in Crónicas do Público (1996)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109836739997042217?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109836739997042217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109836739997042217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836739997042217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109836739997042217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/as-vossas-urgncias_21.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109832862801391080</id><published>2004-10-21T04:07:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T07:00:48.276+01:00</updated><title type='text'>A carta de condução</title><content type='html'>Nunca sei o que escrever em todo o tipo de formulários sempre que chega o espaço em branco reservado à "profissão". Mas poderei dizer com tranquilidade que me inclino cada vez mais para uma actividade relacionada com o teatro. Ao fim de alguns anos disto posso dizer que encontrei um padrão, um estranho, bizarro mas fascinante padrão: a minha vida torna-se bem mais interessante durante as temporadas de espectáculos em que estou envolvido.&lt;br /&gt;Não o sei explicar, não tentarei sequer, mas é um facto. Há qualquer coisa que passa do palco para a vida no exterior. Um algo misterioso que me dá confiança e que conjuga uma série de acasos positivos. Por isso, mais do que o vazio a seguir à estreia, sinto-me particularmente triste no último espectáculo das temporadas. Tão perturbado como nos dias de aniversário - perante a constatação de que, inevitavelmente, estou um ano mais velho. Por outro lado, descobri sem querer que - com as "URGÊNCIAS" - algo novo mudou no que à minha própria maturidade diz respeito. Todas as pequenas peças me tocam, emocionam de determinada forma. Talvez tenha chegado a altura, no que a Teatro diz respeito, de tirar &lt;em&gt;a carta de condução&lt;/em&gt; - isto é, de aceitar confortavelmente o facto inexorável de que estarei (e quero estar) ligado a este mundo para o resto da vida. &lt;br /&gt;Porque descobri que não são importantes os meus 27 anos de vida mas sim o pormenor deste ser o meu 18ºespectáculo de teatro (contabilizando diversas funções nas fichas técnicas dos ditos dezoito). &lt;br /&gt;Pai, mãe... já sou adulto, maior e imputável. Venha a meia-idade que não há tempo a perder. &lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109832862801391080?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109832862801391080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109832862801391080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109832862801391080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109832862801391080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/carta-de-conduo.html' title='A carta de condução'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109832772455843827</id><published>2004-10-21T03:54:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T04:02:04.556+01:00</updated><title type='text'>João Ferreira</title><content type='html'>Aqui há dias, no Lux, sou abordado pelo João Ferreira. Pergunta se sou quem ele julga que sou e começamos a falar sobre as "Urgências". Disse o João que já acompanhava os blogues há muito tempo, que lê este, que já quis escrever para cá e que deseja ver as "Urgências". Diz-me que é de Leiria mas que o nosso tipo de trabalho e o acompanhamento que faz do mesmo fazem senti-lo cosmopolita, como se vivesse cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro João,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei se isso é bom ou não (sou açoriano, prefiro a ilha à metrópole);&lt;br /&gt;não sei se já nos escreveste ou não;&lt;br /&gt;mas só queria pedir-te desculpa por não ter tirado mais um tempo para falar contigo, queria convidar-te expressamente a que nos mandes a tua urgência e, já agora, convidar-te para o espectáculo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceita estes convites e um abraço amigo do&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: e desculpa se este post em teu nome te incomodar mas foi a maneira que encontrei para agradecer um acaso tão agradável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109832772455843827?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109832772455843827/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109832772455843827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109832772455843827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109832772455843827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/joo-ferreira.html' title='João Ferreira'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109832716791156814</id><published>2004-10-21T03:32:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T03:52:47.920+01:00</updated><title type='text'>O berlinde</title><content type='html'>Na azáfama própria dos últimos minutos antes da estreia, a Joana Seixas distribuiu berlindes no corredor dos camarins. Um berlinde para cada um, actores e autores, para desejar "boa sorte" e "jogarmos no fim".&lt;br /&gt;Durante as duas horas de espectáculo, não tirei o meu berlinde das mãos. Lembrei-me de várias coisas: de que era um excelente artifício anti-stress; de que nunca fui bom a jogar ao berlinde; de que me tinha esquecido deste objecto, da sua beleza colorida, das memórias imediatas para que nos remete - infância, saquinhos de rede, abafadores, pátios de escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O berlinde, entretanto, já está lascado e perdeu alguma cor. É irresistível deixá-lo pular no chão, jogá-lo contra as paredes, arriscar uma jogada contra um adversário imaginário. Mas está todos os dias no meu bolso. Nos dias de espectáculo, nos dias em que não há, durante o horário de trabalho e às horas das refeições. Para me recordar que há um jogo por jogar, uma boa sorte a manter e para que nunca me esqueça do novo pátio de escola que este grupo encontrou: o recreio do Maria Matos, o pátio que é o palco, o sítio onde podemos brincar como dantes - pensando apenas no momento presente, sem as preocupações do antes e os receios do depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto que me fica da estreia. Um berlinde. Quer dizer, um objecto para guardar as memórias do tempo que aqui passámos. A verdade é que, tal como em todas as relações que terminam, uma estreia é apenas um período efémero, um intervalo no tempo, uma noite memorável. Mas um objecto que se conserva a partir dessa memória é já algo mais. É um símbolo. E os símbolos arriscam sinceramente a imortalidade. &lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109832716791156814?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109832716791156814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109832716791156814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109832716791156814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109832716791156814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/o-berlinde.html' title='O berlinde'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109820900306281169</id><published>2004-10-19T19:02:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T12:27:41.823+01:00</updated><title type='text'>"Aquilo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;    Já passaram quatro dias desde a estreia das Urgências e ainda não fui capaz de escrever sobre isso no blog. Claro que tenho um rol certeiro de desculpas. Desde a clássica “falta de tempo” até à tecnologicamente avançada “a internet está em baixo”. Mas tudo isto são aldrabices, sobretudo para me enganar mim própria. A verdade é que não sei o que hei de escrever. Cada vez que coloco o ponto final numa frase, apago-a de seguida. Tudo me parece lamechas, injusto, redutor, demasiado elaborado ou simplesmente parvo.&lt;br /&gt;    A sensação depois da estreia é de vácuo. Um vazio terrível que faz as vezes da alegria e do orgulho que o nosso subconsciente nos avisa que devíamos estar a sentir. Pela primeira vez é cem por cento palpável que a minha Urgência já não é um documento de Word a viajar entre o meu mail e o mail do Tiago. E de repente “Aquilo” já não nos parece nosso. É difícil de explicar. A imagem mais próxima que consigo encontrar é aquela que se vê nos filmes, quando um personagem morre mas consegue continuar a ver o seu corpo cá em baixo. Sabemos que nos podemos reconhecer ali, mas “Aquilo” já não somos nós e foge ao nosso controlo.&lt;br /&gt;     Estou muito orgulhosa de todo o projecto Urgências. Acho que temos um grande espectáculo. E gostava de conseguir escrever mais apaixonadamente sobre “Aquilo”.&lt;br /&gt;    Mas não me sai melhor do que isto. Não faz justiça ao espectáculo, eu sei. Mas pelo menos desta vez consegui controlar-me e não apagar tudo outra vez. &lt;strong&gt;SR&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109820900306281169?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109820900306281169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109820900306281169' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109820900306281169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109820900306281169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/aquilo.html' title='&quot;Aquilo&quot;'/><author><name>SR</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4223/567/1600/eusouthpark.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109811880372484835</id><published>2004-10-18T17:49:00.000+01:00</published><updated>2004-10-18T19:34:31.830+01:00</updated><title type='text'>Foi como entrar, foi como arder</title><content type='html'>Saiu hoje o primeiro disco ("Bom Dia") de uma nova banda portuguesa, os Pluto. Isto pode não parecer urgente, mas é. Porque os Pluto nasceram das cinzas daquela que é (para mim) a melhor banda portuguesa dos últimos anos: os Ornatos Violeta. E se me pedissem para transformar o espectáculo Urgências em música, os Ornatos iam estar no topo da minha lista. Pela crueza e simplicidade com que passam a sua mensagem. Como murros no estômago. Aqui e agora. Urgentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ornatos Violeta&lt;br /&gt;"Chaga"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Manel Cruz, Peixe)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Foi como entrar foi como arder &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;para ti nem foi viver &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;foi mudar o mundo sem pensar em mim &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mas o tempo até passou &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e és o que ele me ensinou &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;uma chaga pra lembrar que há um fim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diz sem querer poupar meu corpo &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;eu já não sei quem te abraçou &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;diz q eu não senti teu corpo sobre o meu &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;diz que não te afastas de algo que é também teu &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não vai haver um novo amor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;tão capaz e tão maior &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;para mim será melhor assim &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;vê como eu quero e vou tentar &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sem matar o nosso amo&lt;/em&gt;&lt;em&gt;r &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não achar que o mundo é feito para nós&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foi como entrar foi como arder&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;para ti nem foi viver &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;foi mudar o mundo sem pensar em mim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mas o tempo até passou &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e és o q ele me ensinou &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;uma chaga pra lembrar que há um fim &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;SR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109811880372484835?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109811880372484835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109811880372484835' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109811880372484835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109811880372484835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/foi-como-entrar-foi-como-arder.html' title='Foi como entrar, foi como arder'/><author><name>SR</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4223/567/1600/eusouthpark.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109797374294292199</id><published>2004-10-17T01:33:00.000+01:00</published><updated>2004-10-17T01:44:48.570+01:00</updated><title type='text'>Contrariar a superstição</title><content type='html'>É das primeiras coisas que aprendemos quando começamos a fazer teatro. A superstição. Não se agradece a quem deseja merda. Não se diz a palavra azar. Entra-se no palco com o pé direito. Quando se deixa cair o texto no chão do palco, devemos levantá-lo do chão com a mão direita e passá-lo para a mão esquerda. Não se assobia nos camarins. Não se deixam as gavetas dos camarins abertas. O segundo dia de espectáculo é sempre mau ou, pelo menos, pior que a estreia.&lt;br /&gt;Acabo de chegar a casa depois da segunda noite de exibição das Urgências. Não sei se foi por causa da urgência com que subimos ao palco, mas a verdade é que contrariámos a superstição. Foi melhor que na estreia. E terça feira estaremos de volta para fazer ainda melhor e mais urgente. De terça a sábado, às 21h30, até 30 de Outubro. Cada vez mais urgente.  &lt;strong&gt;TR&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109797374294292199?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109797374294292199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109797374294292199' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109797374294292199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109797374294292199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/contrariar-superstio.html' title='Contrariar a superstição'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109795191606763515</id><published>2004-10-16T19:48:00.000+01:00</published><updated>2004-10-16T19:43:36.546+01:00</updated><title type='text'>De fora depois da estreia</title><content type='html'>Estamos felizes com a estreia das Urgências. Quando, há um mês, começámos a ensaiar as Urgências sabíamos que um processo de trabalho tão ambicioso e limitado no tempo implicava riscos. Foi absolutamente fantástico ver como os actores, autores, técnicos, produção e etc. aderiram ao conceito, empenhando-se e implicando-se pessoalmente neste projecto. Ontem, um minuto antes de abrirmos as portas ao público, tive a oportunidade de dizer aos actores que me acompanham em palco que mesmo que não tivessem existido as limitações, a precaridade, as circunstâncias difíceis que existiram não queria ter feito este espectaculoi de forma diferente. Os riscos que corremos têm grande parte a ver com a força que o público da estreia de ontem reconheceu neste trabalho. No entanto, esses riscos têm um preço. Infelizmente, a peça curta que eu assino na ficha técnica das Urgências não vai ser apresentada. Foi lida, na estreia, com grande coragem por parte da Cláudia Jardim. Agradeço-lhe. Mas não é possível que faça parte deste espectáculo. É só um texto e ainda não é teatro. Chama-se "22 de Agosto" e estará disponível para ser lida neste blogue. Talvez um dia se torne teatro. &lt;strong&gt;TR&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109795191606763515?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109795191606763515/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109795191606763515' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109795191606763515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109795191606763515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/de-fora-depois-da-estreia.html' title='De fora depois da estreia'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109795204982922930</id><published>2004-10-16T19:39:00.000+01:00</published><updated>2004-10-16T19:40:49.830+01:00</updated><title type='text'>22 de Agosto</title><content type='html'>boa noite, boa noite a todos&lt;br /&gt;obrigado por terem vindo ao teatro&lt;br /&gt;e agora vou directo ao que interessa&lt;br /&gt;estou aqui no palco para vos contar uma história&lt;br /&gt;é uma história real, passou-se comigo&lt;br /&gt;e apesar de se ter passado comigo é uma boa história&lt;br /&gt;por isso, se vieram cá para ver teatro&lt;br /&gt;talvez seja altura de vos avisar que não estou &lt;br /&gt;aqui neste palco para fazer teatro&lt;br /&gt;estou aqui, eu mesmo, eu pessoa real &lt;br /&gt;eu, que vim agora da vida real&lt;br /&gt;lá de fora da rua, dos restaurantes e dos táxis&lt;br /&gt;de onde vocês também vêm&lt;br /&gt;e estou aqui para vos contar uma história&lt;br /&gt;que é igual a fazer teatro, mas sem merdas&lt;br /&gt;sem merdas à volta, sem personagens, sem dramaturgia&lt;br /&gt;nem conceitos ou estéticas ou teorias&lt;br /&gt;porque o que eu quero mesmo é contar-vos esta história&lt;br /&gt;porque foi uma coisa que me aconteceu mesmo&lt;br /&gt;a mim, lá fora, de onde nós vimos&lt;br /&gt;por isso não preciso de mais nada&lt;br /&gt;e vou contá-la&lt;br /&gt;já sabem o principal, ou seja&lt;br /&gt;quem é o protagonista da história&lt;br /&gt;que é, neste caso, o próprio autor, ou seja - eu&lt;br /&gt;na verdade os autores &lt;br /&gt;são sempre os protagonistas das suas histórias&lt;br /&gt;mas torcem e retorcem as coisas &lt;br /&gt;de forma a não serem reconhecidos&lt;br /&gt;de forma a parecer que as suas histórias falam sobre toda a gente&lt;br /&gt;e não apenas sobre eles próprios, que é a verdade&lt;br /&gt;e isso é o mesmo que dar-nos&lt;br /&gt;a nós todos que estamos aqui no teatro&lt;br /&gt;vocês sentados e nós em pé&lt;br /&gt;uma razão ou uma desculpa&lt;br /&gt;de cá virmos e de passarmos assim a noite&lt;br /&gt;porque pensamos que as histórias&lt;br /&gt;também falam de nós todos&lt;br /&gt;ora nesta história, já vos disse antes &lt;br /&gt;o herói sou eu, o autor&lt;br /&gt;e toda a história fala apenas sobre mim&lt;br /&gt;digo isto para que não achem, mais tarde&lt;br /&gt;que havia uma razão para terem vindo ao teatro esta noite&lt;br /&gt;nasci há pouco mais de 27 anos&lt;br /&gt;no hospital de santa maria&lt;br /&gt;mas minto sempre e digo que nasci na amadora&lt;br /&gt;a razão é que gosto muito dos subúrbios&lt;br /&gt;porque se vêem as coisas de fora&lt;br /&gt;na altura em que se desenrolaram os acontecimentos &lt;br /&gt;que aqui vou narrar, tinha 27 anos&lt;br /&gt;donde se presume que a história que vou contar&lt;br /&gt;aconteceu há pouco tempo e é bem presumido&lt;br /&gt;porque foi ainda não há dois meses&lt;br /&gt;em pleno agosto, estava lisboa um deserto&lt;br /&gt;apenas agradável a turistas de sandálias&lt;br /&gt;e condutores de transportes públicos&lt;br /&gt;lisboa tranquila, sem buzinas nem martelos pneumáticos&lt;br /&gt;lisboa a hibernar no pico do verão&lt;br /&gt;uma cidade a espreguiçar-se com nenhum gosto&lt;br /&gt;lisboa com os teatros vazios&lt;br /&gt;lisboa como uma criança encerrada num quarto&lt;br /&gt;a ver pela janela todas as outras crianças a brincar no recreio&lt;br /&gt;lisboa com tempo a mais e gente a passear na margem do rio&lt;br /&gt;como se o rio não estivesse lá todo o ano&lt;br /&gt;estava assim a cidade e eu nela&lt;br /&gt;eu no meu apartamento&lt;br /&gt;na minha rua que vai dar à praça da alegria&lt;br /&gt;sem que a alegria tenha vindo alguma vez&lt;br /&gt;dar à minha rua&lt;br /&gt;mas, sem mais poesias, eu sozinho no meu apartamento&lt;br /&gt;a saber que tenho que escrever&lt;br /&gt;sem ser obrigado a fazê-lo&lt;br /&gt;durante o ano, nos onze meses do ano&lt;br /&gt;em que lisboa faz barulho&lt;br /&gt;escrevo todos os dias para ganhar o meu&lt;br /&gt;a minha profissão é plagiar o dicionário &lt;br /&gt;junto palavras, com mais ou menos prazer&lt;br /&gt;entrego-as todas juntas, com vírgulas a colá-las umas às outras&lt;br /&gt;e recebo o meu dinheiro&lt;br /&gt;há quem faça pior, há quem ande por aí a roubar&lt;br /&gt;eu nem sequer roubo as palavras, mudo-lhes os lugares&lt;br /&gt;e depois devolvo-as&lt;br /&gt;é o que eu faço e normalmente com prazos apertados&lt;br /&gt;tens  três dias para mudar mil palavras de lugar&lt;br /&gt;e eu digo que sim ou não, dependendo do dinheiro&lt;br /&gt;digo quase sempre que sim&lt;br /&gt;exactamente porque dependo do dinheiro&lt;br /&gt;no entanto &lt;br /&gt;neste agosto, em particular a 21 deste agosto&lt;br /&gt;não tinha um dia marcado para apresentar &lt;br /&gt;as palavras mudadas de lugar&lt;br /&gt;nem sequer tinha a quem apresentá-las&lt;br /&gt;nem sequer tinha que lhes mudar o lugar&lt;br /&gt;estava sentado em frente ao computador&lt;br /&gt;e repetia aquilo que tinha dito a mim próprio&lt;br /&gt;todas as manhãs durante esse mês: tu começaste&lt;br /&gt;a mudar palavras de lugar por prazer, foi&lt;br /&gt;por isso que aprendeste o que sabes sobre as&lt;br /&gt;palavras, onde está isso agora? &lt;br /&gt;e recordava que&lt;br /&gt;logo a seguir ao liceu, até tinha pensado que talvez descobrisse&lt;br /&gt;lugares novos para as palavras&lt;br /&gt;ignorava que já estavam todos ocupados&lt;br /&gt;e que a maior parte das palavras já deu a volta ao mundo&lt;br /&gt;pensava, na altura, que talvez houvesse nalgum ponto do planeta&lt;br /&gt;talvez no pacífico, uma ilha por descobrir&lt;br /&gt;onde eu pudesse meter uma palavra e dizer&lt;br /&gt;meti uma palavra num lugar onde uma palavra nunca tinha estado&lt;br /&gt;isto tudo para vos explicar&lt;br /&gt;(e passo já à acção da história)&lt;br /&gt;que estava em casa há vinte dias a convencer-me&lt;br /&gt;de que tinha chegado o momento de escrever&lt;br /&gt;o que sempre tinha querido escrever&lt;br /&gt;e que não escrevia porque tinha que escrever para sobreviver&lt;br /&gt;eu sabia que este mês parado, um mês sem compromissos&lt;br /&gt;era a oportunidade que o tempo me dava de dizer&lt;br /&gt;aquilo que omitia diariamente&lt;br /&gt;fazendo-me desejar que agosto aterrasse em lisboa&lt;br /&gt;para eu ter tempo para as minhas coisas&lt;br /&gt;as minhas ideias, as minhas histórias&lt;br /&gt;este era o mês em que não ia sentir-me diluído&lt;br /&gt;em trezentas mil coisas para fazer&lt;br /&gt;que não são o que eu realmente tenho para fazer&lt;br /&gt;e agosto chegou e durante vinte dias o deserto&lt;br /&gt;porque era agosto e estava um silêncio fodido&lt;br /&gt;desculpem a palavra mas não me apetece pôr neste lugar &lt;br /&gt;outra palavra porque esta é que merece o lugar&lt;br /&gt;a seguir a agosto deve vir silêncio&lt;br /&gt;e a seguir a silêncio deve vir fodido&lt;br /&gt;mesmo assim, fodido&lt;br /&gt;eu sentei-me, de manhã, e liguei o computador&lt;br /&gt;como noutras manhãs, mal tinha chegado o momento de escrever&lt;br /&gt;e já me estava a levantar para fazer café e fumar cigarros&lt;br /&gt;irritava-me o silêncio da cidade&lt;br /&gt;abria a janela da sala e a janela da cozinha&lt;br /&gt;para o barulho poder entrar e ele não vinha&lt;br /&gt;nem sequer uma corrente de ar que fizesse tremer os cortinados&lt;br /&gt;fazia-me falta o rumor do trânsito na avenida da liberdade&lt;br /&gt;o cão minúsculo do meu vizinho que ladra a tudo quanto&lt;br /&gt;passa na minha rua e que o meu vizinho levou de férias para o algarve&lt;br /&gt;faziam-me falta as crianças do andar de cima que pertence &lt;br /&gt;a uma senhora que é ama e toma conta de quatro crianças &lt;br /&gt;sempre aos berros desde as oito da manhã&lt;br /&gt;sempre a deixarem cair brinquedos no soalho&lt;br /&gt;a arrastarem os móveis, autênticos selvagens&lt;br /&gt;que não me deixam dormir&lt;br /&gt;e faziam-me falta, já não conseguia escrever sem o barulho das crianças&lt;br /&gt;que só param duas horas à tarde para fazer a sesta&lt;br /&gt;e eu estou tão habituado ao barulho delas enquanto escrevo&lt;br /&gt;que à hora da sesta não me sai uma palavra&lt;br /&gt;porque está tudo demasiado silencioso&lt;br /&gt;e até me habituei eu mesmo a fazer a sesta&lt;br /&gt;a meio da tarde, as crianças a dormir no andar de cima&lt;br /&gt;e eu, sem conseguir escrever, a dormir no sofá &lt;br /&gt;e agora os pais levaram os miúdos com eles para a terrinha&lt;br /&gt;ou para a praia e ficou só a ama, que é silenciosa &lt;br /&gt;como um cadáver e os dias parecem sestas de vinte e quatro horas&lt;br /&gt;nesse dia 21 também me faziam falta&lt;br /&gt;as notícias velozes na televisão &lt;br /&gt;tenho a televisão sempre ligada quando estou em casa&lt;br /&gt;mesmo que esteja todo o tempo de costas para ela&lt;br /&gt;e a televisão estava lenta em agosto&lt;br /&gt;à parte uns incêndios que não queimaram gente&lt;br /&gt;a televisão parecia um aquário&lt;br /&gt;tudo igual e pacífico, apenas uns peixes com ar imbecil&lt;br /&gt;a nadar em círculos&lt;br /&gt;já não havia crises políticas&lt;br /&gt;nem possíveis eleições antecipadas&lt;br /&gt;nem prisões preventivas de alegados pedófilos&lt;br /&gt;portugal já não sonhava em ser campeão europeu&lt;br /&gt;ficaram só as bandeiras&lt;br /&gt;como as fardas comunistas vendidas tipo souvenir&lt;br /&gt;depois da queda da união soviética&lt;br /&gt;e nem sequer havia vento neste agosto&lt;br /&gt;para fazer esvoaçar as bandeiras&lt;br /&gt;que iam perdendo a cor por causa do banho de sol&lt;br /&gt;sobre a cidade&lt;br /&gt;e eu a tentar escrever&lt;br /&gt;e faltava-me a pressa de chegar pontualmente&lt;br /&gt;atrasado a uma reunião&lt;br /&gt;onde todos têm ideias e perguntas e respostas&lt;br /&gt;e faltavam-me os comentários políticos nas rádios&lt;br /&gt;as análises económicas, as cotações da bolsa&lt;br /&gt;a multidão de gente igual a mim&lt;br /&gt;que tem coisas para dizer&lt;br /&gt;e é como se virássemos um teatro ao contrário&lt;br /&gt;e estivessem quinhentos actores sentados na plateia a falar&lt;br /&gt;para três espectadores que estão em palco a ouvir&lt;br /&gt;faltava-me tudo aquilo que tenho durante os onze meses&lt;br /&gt;em que lisboa faz barulho&lt;br /&gt;tudo aquilo de que me quero livrar para poder escrever&lt;br /&gt;o que me interessa&lt;br /&gt;era o que agora me faltava porque não suporto o silêncio&lt;br /&gt;só consigo escrever rodeado do ruído que não me deixa escrever&lt;br /&gt;não é que me faltem ideias&lt;br /&gt;pelo contrário, tenho imensas ideias&lt;br /&gt;algumas até são minhas&lt;br /&gt;mas quando me sento para escrever&lt;br /&gt;depois de beber o café e fumar os cigarros&lt;br /&gt;leio no bloco de notas, escolho uma ideia&lt;br /&gt;e preciso que ela esteja rodeada de outras ideias&lt;br /&gt;milhares delas, de outras pessoas&lt;br /&gt;quero sentir que a minha ideia se vai diluir nas dos outros&lt;br /&gt;que não é definitiva, que a humanidade não depende dela&lt;br /&gt;não quero que ela seja a única ideia de agosto&lt;br /&gt;que nasça no meio do silêncio e prove ser&lt;br /&gt;como sempre acontece&lt;br /&gt;uma ideia inútil&lt;br /&gt;no meio do silêncio, todas as minhas ideias&lt;br /&gt;parecem menores, desprezíveis, juvenis&lt;br /&gt;se vou escrever em agosto&lt;br /&gt;se vou escrever para mim, sem ganhar dinheiro com isso&lt;br /&gt;é porque vou escrever o que tenho realmente para dizer&lt;br /&gt;o que tenho necessidade de dizer&lt;br /&gt;e no meio do silêncio de agosto suspeitei que talvez&lt;br /&gt;não tivesse nada para dizer&lt;br /&gt;e isto é que é realmente importante nesta história&lt;br /&gt;o que eu queria fazer em agosto&lt;br /&gt;era fabricar um espelho&lt;br /&gt;o que eu escrevesse era o que tinha para dizer ao mundo&lt;br /&gt;e fosse o que fosse, era o que eu sou&lt;br /&gt;não podia ser uma merda qualquer&lt;br /&gt;não podia ser só mais uma coisa&lt;br /&gt;tinha que ser eu&lt;br /&gt;e eu tinha histórias para contar&lt;br /&gt;mas não achava que nenhuma fosse&lt;br /&gt;suficientemente importante para ser eu&lt;br /&gt;para ser o que os outros pensam que eu sou&lt;br /&gt;não me chegava falar da história de amor entre uma fisioterapeuta&lt;br /&gt;e o deficiente motor que ela está a tratar&lt;br /&gt;uma prova de que o amor ultrapassa todos os obstáculos&lt;br /&gt;não me chegava a história da mulher que abandona a família&lt;br /&gt;mas compra um bilhete de ida e volta&lt;br /&gt;como se não fosse dona do seu destino&lt;br /&gt;não me chegava a história de uma prostituta brasileira&lt;br /&gt;assassinada pelo próprio pai que tinha vindo de propósito duma aldeia do interior&lt;br /&gt;do brasil para saber se era verdade o que diziam as más línguas&lt;br /&gt;que a filha dele era puta em lisboa&lt;br /&gt;não me chegava nenhuma das histórias que tinha na cabeça&lt;br /&gt;porque não eram importantes ao ponto de ser&lt;br /&gt;o que eu tenho para dizer ao mundo&lt;br /&gt;que não tem que ser alguma coisa genial&lt;br /&gt;que fique para a História&lt;br /&gt;eu não quero escrever a bíblia&lt;br /&gt;eu já li a bíblia, vocês já leram a bíblia?&lt;br /&gt;o que eu quero escrever não tem que ser uma obra prima&lt;br /&gt;eu sei que tipo de coisa seria&lt;br /&gt;sei exactamente, seria alguma coisa parecida &lt;br /&gt;com o único quadro que comprei na minha vida&lt;br /&gt;na feira da ladra, há uns anos&lt;br /&gt;tenho-o pendurado na sala, ao lado da mesa&lt;br /&gt;onde está o computador, é uma paisagem&lt;br /&gt;um rio com uma ponte, as margens relvadas com três árvores&lt;br /&gt;no rio está um barco e dentro dele um pescador&lt;br /&gt;o pescador tem um chapéu azul e segura uma cana de pesca&lt;br /&gt;o curioso é que a cana está apontada para a margem&lt;br /&gt;e não para o rio&lt;br /&gt;seguindo o fio da cana de pesca com o olhar&lt;br /&gt;reparamos que o anzol não está dentro de água&lt;br /&gt;mas enterrado numa das margens&lt;br /&gt;parece que está a pescar toupeiras&lt;br /&gt;foi o que eu pensei quando comprei o quadro&lt;br /&gt;foi barato, o vendedor disse&lt;br /&gt;faço-lhe um preço especial&lt;br /&gt;ninguém quer comprar esse&lt;br /&gt;o pintor enganou-se, já reparou?&lt;br /&gt;eu já tinha reparado, era por isso que o estava a comprar&lt;br /&gt;a história que queria escrever em agosto era este quadro&lt;br /&gt;um quadro destes, uma paisagem banal pintada por um amador&lt;br /&gt;uma situação normal com um erro&lt;br /&gt;devia ser assim a minha história&lt;br /&gt;uma coisa que eu quisesse pendurar na minha parede&lt;br /&gt;estava eu a pensar, nesse dia 21&lt;br /&gt;já era hora de almoço e nada escrito&lt;br /&gt;e então começa a história, sim, só começa aqui&lt;br /&gt;reparem que agora o tempo verbal passa a ser o presente&lt;br /&gt;para dar outro ritmo à história, acabada de começar&lt;br /&gt;levanto-me da mesa e esqueço-me desligar o computador&lt;br /&gt;pego na carteira, verifico se tenho os documentos&lt;br /&gt;saio de casa, nas escadas passo pela vizinha do primeiro andar&lt;br /&gt;mora sozinha, estuda jornalismo e trabalha numa loja das amoreiras&lt;br /&gt;tem vestida uma t-shirt da madonna&lt;br /&gt;eu digo&lt;br /&gt;ela vem dar um concerto a lisboa em setembro&lt;br /&gt;ela diz&lt;br /&gt;os bilhetes são muito caros, vou ver se arranjo convite&lt;br /&gt;eu digo&lt;br /&gt;adeus, boa sorte&lt;br /&gt;ela diz&lt;br /&gt;adeus, obrigada e mete as chaves à porta&lt;br /&gt;saio do prédio e desço a rua até à praça da alegria&lt;br /&gt;apanho um táxi, é para o aeroporto&lt;br /&gt;os estofos de cabedal estão a escaldar&lt;br /&gt;mas a corrida não demora nada, as ruas estão vazias&lt;br /&gt;saio no aeroporto que faz ainda mais eco do que o habitual&lt;br /&gt;só turistas de sandálias e muito espaço vazio para fazer eco&lt;br /&gt;vou à bilheteira e peço um bilhete para oslo&lt;br /&gt;como se pedisse um bilhete para a sessão das nove e meia no cinema&lt;br /&gt;o avião sai daqui a umas horas, passeio pelo aeroporto&lt;br /&gt;vejo uma mulher que fala com sotaque brasileiro&lt;br /&gt;perguntar nas informações se o voo que vem &lt;br /&gt;de salvador da baía já chegou&lt;br /&gt;pelos saltos, a chiclete mastigada de boca aberta, a saia muito curta&lt;br /&gt;a maquilhagem e o andar quase dançado&lt;br /&gt;reconheço a prostituta da minha história&lt;br /&gt;ali está ela, a minha personagem&lt;br /&gt;umas horas antes da história começar&lt;br /&gt;umas horas antes do pai chegar do brasil, descobrir a verdade&lt;br /&gt;e consumar o crime de honra, estrangulando-a&lt;br /&gt;no pequeno apartamento que o chulo dela alugou&lt;br /&gt;perto da praça do chile&lt;br /&gt;penso que a prostituta da minha história tem mais encanto&lt;br /&gt;que esta, pedindo informações, tão real, tão mulher&lt;br /&gt;é demasiado humana&lt;br /&gt;por isso fujo dela e vou na direcção&lt;br /&gt;da porta de embarque e já no avião&lt;br /&gt;que levanta voo reparo apenas numa passageira&lt;br /&gt;apesar do avião ir quase cheio&lt;br /&gt;uma mulher que chora e segura um bilhete de ida e volta&lt;br /&gt;e penso, é a mulher da minha história&lt;br /&gt;aquela que abandona a família&lt;br /&gt;mas um hospedeiro loiro passa por ela&lt;br /&gt;e a mulher do bilhete de ida e volta pisca-lhe o olho&lt;br /&gt;e eu penso, esta é demasiado imperfeita&lt;br /&gt;a minha personagem era perfeita, vencida pelo destino&lt;br /&gt;esta mulher real, aqui no avião, ainda tem esperança&lt;br /&gt;ainda é demasiado humana&lt;br /&gt;e isto bastou para que a viagem chegasse ao fim&lt;br /&gt;apenas nuvens lá fora&lt;br /&gt;nuvens que esconderam madrid, paris, bruxelas&lt;br /&gt;amesterdão, berlim, zurique, viena, copenhaga&lt;br /&gt;todas as cidades por onde podemos ter passado&lt;br /&gt;escondidas por nuvens que só terminam agora&lt;br /&gt;enquanto o avião desce para oslo&lt;br /&gt;e já no aeroporto vejo um casal que discute&lt;br /&gt;ele numa cadeira de rodas e ela de pé&lt;br /&gt;ele que grita e ela que lhe vira as costas&lt;br /&gt;e o abandona, na sua cadeira metálica, incapaz de a acompanhar&lt;br /&gt;perdido no meio do aeroporto de oslo&lt;br /&gt;e penso que o amor não ultrapassa todos os obstáculos&lt;br /&gt;e aquela mulher queria um homem que pudesse &lt;br /&gt;correr com ela num parque, ensinar os filhos a andar de biciclete&lt;br /&gt;e por isso foi embora, foi humana&lt;br /&gt;ao sair do aeroporto ouço um murmúrio agudo&lt;br /&gt;penso, é do avião, foi a descida&lt;br /&gt;à medida que me aproxima do centro da cidade&lt;br /&gt;o murmúrio aumenta de intensidade&lt;br /&gt;observo o taxista que me conduz e não parece &lt;br /&gt;incomodado pelo ruído&lt;br /&gt;saio do táxi perto do porto de oslo&lt;br /&gt;e o murmúrio transforma-se num zumbido&lt;br /&gt;mas nem os marinheiros que saem dos barcos&lt;br /&gt;nem os homens e mulheres loiros sentados nas esplanadas&lt;br /&gt;parecem dar conta, o ruído não os incomoda&lt;br /&gt;como as pessoas que vivem numa terra onde há uma fábrica de celulose&lt;br /&gt;habituam-se ao cheiro e já nem dão conta&lt;br /&gt;que o sítio onde vivem cheira a merda&lt;br /&gt;e enquanto anoitece em oslo&lt;br /&gt;eu vou passeando e o som-zumbido-ruído&lt;br /&gt;torna-se cada vez mais intenso&lt;br /&gt;e eu vou andando na direcção de onde me parece vir o som&lt;br /&gt;passo pelo jardim do palácio real&lt;br /&gt;pelas ruas vazias onde os semáforos são diferentes&lt;br /&gt;pelas praças onde os corvos são tantos que&lt;br /&gt;parecem os pombos de lisboa&lt;br /&gt;e o ruído é cada vez mais intenso&lt;br /&gt;faz-me vibrar o esterno e eu caminho&lt;br /&gt;cigarro após cigarro&lt;br /&gt;na direcção do ruído e depois amanhece&lt;br /&gt;e são quase nove da manhã&lt;br /&gt;quando o ruído se torna insuportável&lt;br /&gt;e eu estaco em frente a um prédio&lt;br /&gt;é dali que vem o ruído e na fachada do prédio&lt;br /&gt;por cima da porta está escrito Museu Munch&lt;br /&gt;então a porta abre-se&lt;br /&gt;e eu fico ali uns minutos a fumar cigarros&lt;br /&gt;a desfrutar do ruído insuportável&lt;br /&gt;algumas pessoas entram, estrangeiros como eu&lt;br /&gt;eu entro também e o ruído toma conta de mim&lt;br /&gt;puxa-me na sua direcção como se de súbito eu tivesse fios&lt;br /&gt;presos às minhas mão e pés&lt;br /&gt;e só deixo de me sentir uma marioneta quando os meus olhos&lt;br /&gt;dão com um quadro e aí o ruído torna-se um grito&lt;br /&gt;um grito impossível que me deixa sereno&lt;br /&gt;o quadro, uma pintura sobre cartão em vez de tela &lt;br /&gt;uma pessoa numa ponte&lt;br /&gt;as mãos na cabeça e a boca escancarada&lt;br /&gt;uma pessoa que grita e tapa os ouvidos para não ouvir um grito&lt;br /&gt;uma mãe bósnia que perdeu o filho na guerra&lt;br /&gt;um funcionário público que foi despedido&lt;br /&gt;uma bailarina no meio da coreografia&lt;br /&gt;debaixo do quadro está escrito&lt;br /&gt;o grito, edward munch, mil oitocentos e noventa e três&lt;br /&gt;eu pego no quadro, puxo-o na minha direcção&lt;br /&gt;como se o quisesse abraçar&lt;br /&gt;ele está preso à parede por fios que se rompem facilmente&lt;br /&gt;as pessoas à minha volta olham-me&lt;br /&gt;alguns sorriem, ninguém diz nem faz nada&lt;br /&gt;a mim parece-me natural&lt;br /&gt;o grito é agora tão forte que não ouço mais nada&lt;br /&gt;nem os meus passos, nem as vozes dos outros, nem o meu coração a bater&lt;br /&gt;enquanto caminho para a saída vejo outro quadro&lt;br /&gt;uma mulher nua de sorriso perverso&lt;br /&gt;o quadro chama-se madonna&lt;br /&gt;mas eu acho a mulher pintada mais parecida&lt;br /&gt;com a minha vizinha do primeiro andar do que com a madonna&lt;br /&gt;trago esse também e calmamente&lt;br /&gt;saio do edifício com um quadro em cada mão&lt;br /&gt;surdo com o ruído que me acompanha&lt;br /&gt;enquanto apanho outro avião&lt;br /&gt;chego a lisboa, passo pela praça da alegria &lt;br /&gt;e entro no meu prédio&lt;br /&gt;paro no primeiro andar e bato à porta da minha vizinha&lt;br /&gt;ele fica parada nas escadas, feliz, espantada&lt;br /&gt;quando eu lhe entrego o quadro da madonna&lt;br /&gt;assim já não precisas de convite nenhum&lt;br /&gt;subo para minha casa, passo a cara por água&lt;br /&gt;e penduro o grito ao lado do meu quadro do pescador de toupeiras&lt;br /&gt;os dois, lado a lado, na minha parede&lt;br /&gt;um quadro tem o ruído que me faz falta para trabalhar&lt;br /&gt;um grito constante que nunca mais deixará que agosto seja um mês&lt;br /&gt;de silêncio fodido&lt;br /&gt;o outro quadro tem aquilo que eu quero dizer ao mundo&lt;br /&gt;um custa milhões de dólares&lt;br /&gt;e ou outro custou dois euros na feira da ladra&lt;br /&gt;os dois na mesma parede&lt;br /&gt;e mesmo assim continuo a preferir o do pescador&lt;br /&gt;e assim acaba a minha história&lt;br /&gt;a história de como nesse domingo&lt;br /&gt;dia 22 de agosto&lt;br /&gt;roubei o grito em oslo&lt;br /&gt;e consegui sentar-me para escrever&lt;br /&gt;o que realmente quero escrever e dizer ao mundo&lt;br /&gt;continuo a escrever todos os dias&lt;br /&gt;é um romance e acho que pode ser muito bom&lt;br /&gt;a única altura em que tenho dúvidas disso é à hora da sesta&lt;br /&gt;o verão acabou e as crianças do andar de cima voltaram&lt;br /&gt;só para a meio da tarde para dormir a sesta&lt;br /&gt;a essa hora eu tiro o grito da parede&lt;br /&gt;deito-o no chão e cubro-o com todos os cobertores que tenho em casa&lt;br /&gt;e deito-me em cima deles para dormir&lt;br /&gt;continua, mesmo assim, a ouvir-se uma espécie de gemido&lt;br /&gt;um grito abafado, vindo de longe&lt;br /&gt;que se mistura com os murmúrios ténues&lt;br /&gt;que saem das bocas das crianças enquanto sonham&lt;br /&gt;todos os dias, quando me deito sobre o grito&lt;br /&gt;à hora da sesta, mesmo antes de adormecer&lt;br /&gt;faz-se silêncio e nesse momento&lt;br /&gt;tenho a certeza de que o romance que estou a escrever&lt;br /&gt;é inútil&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109795204982922930?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109795204982922930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109795204982922930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109795204982922930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109795204982922930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/22-de-agosto.html' title='22 de Agosto'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109785414951688392</id><published>2004-10-15T16:18:00.000+01:00</published><updated>2004-10-15T16:29:09.516+01:00</updated><title type='text'>Cheguei agora ao teatro</title><content type='html'>Cheguei agora ao teatro. Passa pouco das quatro da tarde. Passo pela entrada e há várias pessoas a levantar bilhetes. O telefone toca com insistência. No monitor do computador do senhor da bilheteira está escrito ESGOTADO. A letras garrafais e absolutas. &lt;br /&gt;Transponho a fronteira que separa o burburinho real do lugar onde vamos fazer teatro esta noite. Está tudo calmo. A plateia na penumbra antecipa as perto de 600 pessoas que nos vão visitar na estreia desta noite. &lt;br /&gt;Vou depositar os jornais do dia no meu camarim. Todos os outros camarins têm as portas abertas e estão ainda vazios. Os espelhos esperam os actores desta noite para começar a reflectir a vontade de subir ao palco.&lt;br /&gt;No corredor dos camarins o chão está húmido. Vejo a Claudete que esfrega o chão. Tem vestido o seu uniforme verde de funcionária da limpeza. Cumprimenta-me com um sorriso. Um sorriso largo e quente. Um sorriso de estreia. Eu entro no meu camarim e ouço o som da esfregona a mergulhar na água do balde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estreamos e o chão estará limpo. &lt;strong&gt;TR&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109785414951688392?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109785414951688392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109785414951688392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109785414951688392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109785414951688392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/cheguei-agora-ao-teatro.html' title='Cheguei agora ao teatro'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109783999142190907</id><published>2004-10-15T13:30:00.000+01:00</published><updated>2004-10-15T12:36:00.203+01:00</updated><title type='text'>Aforismo de estreia</title><content type='html'>Se não gostarem da (minha) peça, o demérito é meu. Se gostarem, o mérito é dos actores. &lt;strong&gt;PM&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109783999142190907?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109783999142190907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109783999142190907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109783999142190907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109783999142190907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/aforismo-de-estreia.html' title='Aforismo de estreia'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109781752846051027</id><published>2004-10-15T06:12:00.000+01:00</published><updated>2004-10-15T06:18:48.460+01:00</updated><title type='text'>Instantâneos a poucas horas da estreia</title><content type='html'>A voz do Dinarte, sentado para o seu monólogo, a emocionar-nos todos os dias, cada vez mais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cristina a improvisar um final "à la" Pina Bausch;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cláudia a gritar que a sua urgência é mandar isto tudo para o caralho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Joana a ler António Franco Alexandre;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar da Sofia enquanto diz "É uma questão, se quiseres, de sensibilidade e risco";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discursos &lt;em&gt;al-pacinescos&lt;/em&gt; do Tiago para motivar e unir o pessoal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gargalhada do Luís;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marco a dizer ao microfone que é urgente que os companheiros de elenco saibam que é um prazer trabalhar com eles;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os autores, espalhando-se pelas 400 cadeiras da plateia, a trocar sorrisos cúmplices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora chegou. Gostava de ter escrito todas as Urgências.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109781752846051027?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109781752846051027/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109781752846051027' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109781752846051027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109781752846051027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/instantneos-poucas-horas-da-estreia.html' title='Instantâneos a poucas horas da estreia'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109778094951706027</id><published>2004-10-14T20:08:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T20:09:09.516+01:00</updated><title type='text'>Antes da urgência</title><content type='html'>Hoje vamos ver no palco o que durante meses esteve na nossa cabeça. Primeiro só o conceito, depois o que do conceito evoluiu para situações e para os fantasmas das personagens, por fim o que de imaterial se corporizou no corpo instável dos actores, na sua cena e contracena.&lt;br /&gt;É sempre emocionante essa mistura impura do actor real com a sua personagem, a incerta geografia da linha de fronteira entre a vida real de um e a vida fingida do outro no seu vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito geral é o de uma escrita e uma representação sobre o presente, com um sentido de urgencia no mote e no método. Ocorre-me a comparação: este trabalho está para o teatro como o jornalismo está para a História, é feito imperfeito, em cima do presente, na espuma dos dias, inacabado e aberto, sem distância, sem recuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post it. Começou por  ser uma ideia do Paulo Martins para o cartaz, depois do Tiago Rodrigues para o cenário. É a imagem de marca do conceito: escrever ou fazer teatro é poder deixar um post it num coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostávamos de fazer das “Urgências” um evento anual. Todos os anos com novos escritores e novos actores, com as suas urgencias. Que todos os anos se abra um teatro novo. Que se possa acorrer ao teatro como quem recorre às urgencias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha urgencia. A peça que escrevi chama-se “Sexo e nada de sexo”. No início da cena, ela hesita e dá-lhe a mão. Ele deixa-a pegar a mão por um instante, mas logo pega no bilhete de avião e diz: Está na hora… É melhor eu ir….&lt;br /&gt;Nestes primeiros dez segundos está sinalizada toda a cena. É uma tragédia contemporânea, ou seja, é uma comédia. A tragédia contemporânea é não haver tragédia, não haver lugar, tempo para a tragédia. Tudo é espectáculo. Tudo é mediado pela lucidez e desencanto da ironia.&lt;br /&gt;O que se passa com as nossas relações íntimas, sentimentais, amorosas? “ O que fica depois do sexo. O que resta. E o que se faz a partir daí. O que se faz a partir daí com o depois do sexo.” Foi este o meu ponto de partida.&lt;br /&gt;“Escrever sobre música é como dançar sobre arquitectura”, é uma frase do Steve Martin, ou do Elvis Costello, não há certeza.&lt;br /&gt;Escrever sobre o amor, as relações, é como escrever sobre música.&lt;br /&gt;Não há nada melhor do que dançar sobre arquitectura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Artur Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109778094951706027?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109778094951706027/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109778094951706027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109778094951706027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109778094951706027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/antes-da-urgncia.html' title='Antes da urgência'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109769151038240888</id><published>2004-10-13T19:14:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T19:18:30.383+01:00</updated><title type='text'>Confiança</title><content type='html'>A duas noites da estreia (no teatro, o trabalho mede-se em noites), depois de um mês intenso de criação-discussão-construção-trabalho, podemos dizer finalmente que confiamos. Uns nos outros. No que estamos a fazer e dizer. Na urgência de estarmos presentes. &lt;strong&gt;TR&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109769151038240888?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109769151038240888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109769151038240888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109769151038240888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109769151038240888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/confiana.html' title='Confiança'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109769121599245906</id><published>2004-10-13T19:12:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T19:13:35.993+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>No dia em que morreste. Deixei a Sandra no banho. Deixei o Gonçalo no colégio. Comprei o jornal. Sentei-me numa esplanada a tomar o pequeno almoço. No céu cinzento um desalento de plátanos. Um esvoaçar de Outonos.&lt;br /&gt;E como estava longe de saber que ias morrer nesse dia. Pousei o jornal sobre a mesa. Comi como sempre um croissant misto. Um galão de máquina com leite frio, enquanto olhava distraído o sorriso largo de um sequestrado polaco sobre um avião sem trem de aterragem no aeroporto da Portela. Às primeiras gotas de chuva fugi para debaixo do toldo. Vi a rua reflectida no enorme vidro da pastelaria. Vi o meu rosto reflectido no meio da rua. Uma confusão de cidades. Uma vertigem de gaivotas. Começava a chover a sério. E não sei porque carga de água desliguei o telemóvel tirei a gravata tirei o casaco faltei ao trabalho comprei um maço de tabaco e fui até aquela estrada do guincho não sei bem para quê.&lt;br /&gt;Nesse dia em que eu não sabia que ias morrer, paguei vinte euros a uma puta que me encharcou o carro todo. Comi duas mousses de chocolate ao almoço. Fiz três ou quatro horizontais. Não admite delongas com sete letras. Fácil. Li o horóscopo dos signos todos. Fiquei o resto da tarde sentado no carro a assistir à tempestade de chumbo que se abatia sobre o mar.&lt;br /&gt;Não me lembro se cheguei a dormir. Nem do caminho de regresso a casa. Nem de que horas eram ou se já tinha anoitecido. Lembro-me de subir as escadas do prédio à procura daquele poema tramado. Aquele do homem e da mulher que numa tarde de chuva entre zunidos de conversa inventaram o amor com carácter de urgência. Lembro-me de ouvir lá em cima o Gonçalo brincar. Lembro-me da Sandra que sentiu os meus passos. Da Sandra que me abriu a porta com lágrimas nos olhos e me abraçou. Já sabes? &lt;br /&gt;Também me lembro. E vai ser difícil esquecer. De pegar no telemóvel e ouvir a tua mensagem das 10H38m do cabrão do dia em que morreste. Mais logo ligavas. Não era nada de urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma Urgência enviada por João Ricardo Pedro para urgencias@sapo.pt&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109769121599245906?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109769121599245906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109769121599245906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109769121599245906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109769121599245906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/as-vossas-urgncias_13.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109745975933870038</id><published>2004-10-11T02:55:00.000+01:00</published><updated>2004-10-11T03:31:21.153+01:00</updated><title type='text'>Uma última breve explicação sobre o processo de trabalho</title><content type='html'>Na noite a seguir à proposta do Dinarte, fui acordado por alguém a gritar na rua. Levantei-me da cama meio adormecido para tentar perceber se aquilo que julgava ouvir se confirmava. Sim, pensei que estava a ouvir o Dinarte a dizer o meu texto lá em baixo. Aquilo que um crítico chamaria de "uma experiência radical entre o actor e o autor em jeito de serenata gritada". Eram quatro da manhã. Boa hora para voltar a tentar o sono. &lt;strong&gt;NCS&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109745975933870038?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109745975933870038/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109745975933870038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109745975933870038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109745975933870038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/uma-ltima-breve-explicao-sobre-o.html' title='Uma última breve explicação sobre o processo de trabalho'/><author><name>Nuno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00954204623142661367</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109745970769844066</id><published>2004-10-11T02:54:00.000+01:00</published><updated>2004-10-11T03:32:01.680+01:00</updated><title type='text'>Outra breve explicação sobre o processo de trabalho</title><content type='html'>Ao fim de alguns dias de leituras, o Dinarte trouxe uma ideia "a rasgar": e se em vez de fazer uma data ensaios, dissesse o texto só no dia da estreia? A razão tinha a ver sobretudo com o carácter torrencial do texto - que ele não queria que se perdesse. Achei óptima a ideia.  Não me pareceu estranha, já que tem a ver com um método dos STAN de que o Tiago costuma falar (ou seja, se não correr bem sempre podemos dizer que a culpa é dos STAN). &lt;strong&gt;NCS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109745970769844066?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109745970769844066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109745970769844066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109745970769844066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109745970769844066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/outra-breve-explicao-sobre-o-processo.html' title='Outra breve explicação sobre o processo de trabalho'/><author><name>Nuno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00954204623142661367</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109745964940917416</id><published>2004-10-11T02:51:00.001+01:00</published><updated>2004-10-11T03:38:18.313+01:00</updated><title type='text'>Breve explicação sobre o processo de trabalho</title><content type='html'>Jardim das Amoreiras. Fins de tarde de primavera. Eu e o Dinarte Branco conversámos durante algum tempo sobre aquilo que era urgente dizermos na peça. Sentados à volta de uma mesinha e com gente desconhecida a passar por nós (um ou outro amigo também), lançámos cá para fora imensa coisa – a falta de tempo para fazermos aquilo de que gostamos, a vontade de sair, os horários trocados, as imposições, as escolhas, o direito à preguiça, Albert Cossery (de quem o Dinarte me falou cheio de entusiasmo para depois trazer dois belos livros). Tentei uma primeira versão da peça – que resultou numa espécie de sketch nonsense sobre uma reunião de condóminos. Abandonei essa versão porque achei que não era bem uma urgência mas sim um exercício. Ficou guardado para mais tarde. O mês seguinte foi um pouco angustiante. Pensei inclusivamente em abandonar o projecto por não ter nada de relevante para apresentar. Até que, provavelmente embalado pela poesia de que me rodeava, comecei a escrever um texto a que dei o nome “Problemas de Agenda”. Julgo que sintetiza e recria algumas das coisas de que falámos durante esses ociosos fins de tarde no Jardim das Amoreiras. Foi assim. E prontos. &lt;strong&gt;NCS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109745964940917416?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109745964940917416/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109745964940917416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109745964940917416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109745964940917416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/breve-explicao-sobre-o-processo-de_11.html' title='Breve explicação sobre o processo de trabalho'/><author><name>Nuno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00954204623142661367</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109744357269996867</id><published>2004-10-10T22:22:00.000+01:00</published><updated>2004-10-10T22:44:52.460+01:00</updated><title type='text'>Jornal Oficial</title><content type='html'>Os dois textos anteriores, bem como "Quantas Cadeiras são Precisas?", de TR - foram publicados no jornal oficial das URGÊNCIAS. Todas as sextas-feiras, &lt;a href="http://www.acapital.pt"&gt;&lt;em&gt;A Capital&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;dedica uma página do seu suplemento C2 ao nosso espectáculo. Mais uma razão para ler, para enviar urgências pessoais, para participar e (um dia destes) para ganhar bilhetes. Para quem acompanha este blogue já ficou claro que esta ideia de teatro foge ao normal. As Urgências não são nossas apenas, e funcionarão tanto melhor quanto mais vozes puderem escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LFB &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109744357269996867?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109744357269996867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109744357269996867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109744357269996867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109744357269996867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/jornal-oficial.html' title='Jornal Oficial'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109744320799326613</id><published>2004-10-10T22:19:00.000+01:00</published><updated>2004-10-10T22:20:07.993+01:00</updated><title type='text'>Quando me convidaram para as “Urgências” não me avisaram que ia ter de escrever esta coluna</title><content type='html'>Há sempre a hipótese de alguém ler estas linhas e irritar-se, a ponto de decidir que nunca irá assistir à nossa peça. Acontece-me com alguma frequência, leio ou ouço um comentário que me irrita, sobre um assunto qualquer, e depois a irritação cresce e estende-se ao próprio assunto. Os comentários do professor Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, por exemplo, irritavam-me tanto que um dia, sem ter razões para isso, até comecei a irritar-me com este Governo. Mas agora o doutor Paes do Amaral já tratou de afastar aquele sabe--tudo irritante, e voltei a estar em paz.&lt;br /&gt;A ideia deste espaço é cada um dos autores das “Urgências” discorrer sobre a peça, os actores com quem trabalha, o método de trabalho. Promoção, portanto. O problema é que há promoções que irritam. Estou a lembrar-me daquela da Caixa Geral de Depósitos. «Porque é que gostas das Urgências? Porque não estão na moda. Ainda». Seria muito irritante.&lt;br /&gt;Para estas “Urgências” escrevi o texto “Azul a cores” e convidei a Cláudia Jardim e o Tiago Rodrigues para interpretá--lo. É um texto sobre as coisas que ficam por dizer quando a relação entre duas pessoas chega ao fim. Não é a minha urgência, não tem nada de autobiográfico, é pura ficção-, preferi escrever sobre o que não sei.&lt;br /&gt;E isto é tudo o que vou dizer sobre a peça. O que realmente interessa é o que se vai passar em cima do palco a partir de dia 15, os bastidores ficam para um “Making of” a ser exibido em breve por uma das estações televisivas que nos apoia (está dado o recado). Talvez com imagens se consiga passar parte do ambiente que se vive nos ensaios, o que nunca seria possível com palavras, porque os ensaios acontecem quando já se está para além delas. E com esta frase acabei de quebrar a promessa que tinha feito a mim próprio de não cair em clichés, e irritei-me. Olhando outra vez para este texto, a verdade é que começo a ver outras frases que me irritam, por isso é melhor parar por aqui, antes que eu próprio desista de ir ver as “Urgências”. O que, depois de tanto trabalho, seria irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe Homem Fonseca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109744320799326613?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109744320799326613/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109744320799326613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109744320799326613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109744320799326613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/quando-me-convidaram-para-as-urgncias.html' title='Quando me convidaram para as “Urgências” não me avisaram que ia ter de escrever esta coluna'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109744312116328868</id><published>2004-10-10T22:17:00.000+01:00</published><updated>2004-10-10T22:18:41.163+01:00</updated><title type='text'>O texto mais urgente</title><content type='html'>1. As urgências esperam. As grandes urgências. O amor espera anos. A fome não espera anos. Mas a fome, em potência, fica saciada com comida. E o amor? Citemos o escritor sueco: a nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Este desafio de escrever sobre o que consideramos urgente tem algumas armadilhas. Somos sempre demasiado pessoais quando escrevemos sobre os nossos medos. E as nossas urgências são os nossos medos. Se fossem menos dependentes do medo, as urgências não eram efectivamente urgentes. É sempre possível adiar um jogo. Ou uma curiosidade. Mas o medo, na medida em que o evitamos, tem uma indesmentível urgência. E para escaparmos ao medo fazemos tudo, mesmo dar ao medo a luz de um palco. Além disso, sabemos que não existe nada estritamente «pessoal». Não somos assim tão diferentes uns dos outros. A cada momento pessoas que lêem dizem a pessoas que escrevem que se sentem retratadas num determinado texto. E nem se conheciam. É assim em todas as artes. Quando Andrei Tarkovsky fez Zerkalo / O Espelho (1974), o seu filme mais fragmentário e obscuro, passou pela costumeira acusação de «formalismo» e «hermetismo». No entanto, muitos foram os espectadores que se lhe dirigiram agradecendo. Diziam que era assim mesmo, era mesmo como estava no filme. Nesse filme hermético e obscuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A minha Urgência não será talvez sobre a minha urgência. Uso um esboço de texto, frases que ficaram, uma situação. Mas quem escreve escreve sempre sob a sua urgência. Mesmo que, como no meu caso, afirme que o texto não é biográfico, que escreve friamente sobre um tema abstracto. Em todos os géneros, o texto foge, e nós corremos atrás; mas em teatro o texto é também dos actores, tem uma existência exterior não apenas textual, é magnificamente impuro, porque se mistura com as urgências de cada um. Se há uma coisa que o conceito destas Urgências me ensinou é que o teatro é o mais urgente dos textos.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Mexia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109744312116328868?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109744312116328868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109744312116328868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109744312116328868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109744312116328868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/o-texto-mais-urgente.html' title='O texto mais urgente'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109733314335151480</id><published>2004-10-09T15:41:00.000+01:00</published><updated>2004-10-09T15:45:43.353+01:00</updated><title type='text'>Hopes And Fears</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escrevi a minha peça praticamente toda ao som do mesmo albúm. Não consigo escrever em silêncio, mas tenho sempre a ingenuidade de achar que a banda sonora não está a influenciar o resultado final do texto. Mas agora que o texto já não é um cursor a piscar no ecrã mas sim algo vivo em cima de um palco, há contaminações que me parecem óbvias. Ironicamente, o álbum tem como título "Hopes And Fears". Ironicamente porque esta é a minha primeira peça com uma exposição a sério e por isso todo este processo está povoado de esperanças e medos. Mas se o resultado final correr tão bem como correu aos Keane o seu primeiro disco, acho que posso ficar descansada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Bend And Break" - Keane&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;when you when you forget your name&lt;br /&gt;when old faces all look the same&lt;br /&gt;meet me in the morning when you wake up&lt;br /&gt;meet me in the morning then you'll wake up&lt;br /&gt;if only I don't bend and break&lt;br /&gt;I'll meet you on the other side&lt;br /&gt;I'll meet you in the light&lt;br /&gt;If only I don't suffocate&lt;br /&gt;I'll meet you in the morning when you wake&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;lovesick bitter and hardened heart&lt;br /&gt;aching waiting for night waiting for life to start&lt;br /&gt;meet me in the morning when you wake up&lt;br /&gt;meet me in the morning then you'll wake up&lt;br /&gt;if only I don't bend and break&lt;br /&gt;I'll meet you on the other side&lt;br /&gt;I'll meet you in the light&lt;br /&gt;If only I don't suffocate&lt;br /&gt;I'll meet you in the morning when you wake&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109733314335151480?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109733314335151480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109733314335151480' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109733314335151480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109733314335151480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/hopes-and-fears.html' title='Hopes And Fears'/><author><name>SR</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4223/567/1600/eusouthpark.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109733174839729750</id><published>2004-10-09T15:20:00.000+01:00</published><updated>2004-10-09T15:23:55.080+01:00</updated><title type='text'>Ctrl + Alt + Delete</title><content type='html'>Nothing fixes a thing so intensely in the memory as the wish to forget it. - Michel de Montaigne&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E se pudéssemos mesmo limpar as nossas memórias? Decidir que já não as queremos usar. Que há coisas que já não nos fazem falta. Se calhar nem nunca fizeram. E se pudéssemos apagar tudo aquilo que nos faz continuar? Abdicar das nossas memórias mais pessoais para podermos abdicar de nós próprios. E ter finalmente paz e sossego. Reiniciar a máquina. Fazer Ctrl + Alt + Delete. "ATENÇÃO: Se premir novamente Crtl+Alt+Delete a sua memória será reiniciada. As informações ainda não guardadas serão perdidas. Pretende continuar?".  &lt;strong&gt;SR&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109733174839729750?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109733174839729750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109733174839729750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109733174839729750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109733174839729750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/ctrl-alt-delete.html' title='Ctrl + Alt + Delete'/><author><name>SR</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/4223/567/1600/eusouthpark.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109725925731484458</id><published>2004-10-08T19:13:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T19:14:17.316+01:00</updated><title type='text'>Aqui e agora</title><content type='html'>Se o teatro é o que acontece no momento irrepetível – único, em que actor e espectador se encontram num sítio&lt;br /&gt;Se o teatro é o aqui e o agora&lt;br /&gt;Eu sonho e quero a perfeita imperfeição de um teatro do aqui e agora&lt;br /&gt;Um teatro do presente – do presente da tele-realidade, da mediatização, da overdose informativa permanente, das múltiplas imagens, ficções, intangibilidades - um teatro que, no coração da distância, do isolamento e do cocooning, seja o encontro: o reality show real &lt;br /&gt;E que o sítio de onde se vê seja a cidade, os mil palcos da cidade&lt;br /&gt;E que o texto do teatro seja o texto inacabado dos dias, o registo e a partitura do work in progress progredindo sempre &lt;br /&gt;Que não sejam clássicos, repertório,  a não ser que os reescrevamos com a mão do nosso tempo&lt;br /&gt;Eu sei que é sempre o sexo, o amor, o poder, a solidão, a morte – mas eu preciso de senti-los como o meu sexo e o teu sexo, o teu amor e o meu amor, o teu poder e o meu poder, a nossa solidão, a tua morte e a minha morte &lt;br /&gt;Como espectador ou como dramaturgo, quero um texto onde pulse o meu tempo no corpo e na voz dos actores que comigo partilham esse tempo e esta inquietação &lt;br /&gt;No teatro acreditando, suspensos na incredulidade de sermos nós próprios &lt;br /&gt;Aqui e agora. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NAS&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109725925731484458?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109725925731484458/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109725925731484458' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109725925731484458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109725925731484458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/aqui-e-agora.html' title='Aqui e agora'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109725905999696109</id><published>2004-10-08T19:04:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T19:10:59.996+01:00</updated><title type='text'>Sermos apenas nós</title><content type='html'>Entre cada uma das sete peças curtas que compõem o espectáculo, haverá falsos intervalos. São momentos que servem para separar claramente cada uma das peças. Ontem à noite começámos a trabalhar nesses intervalos. Achamos também que devem ser uma espécie de pano de fundo do projecto, uma revelação de bastidores. Pensámos que, entre cada peça, podíamos mostrar-nos um pouco mais para além da ficção. Revelar o que, de certa forma, nos reuniu a todos: as nossas urgências. O facto de qualquer ser humano ter coisas «urgentes» para dizer, ouvir ou fazer. As coisas que importam para nós, sejam questões metafísicas ou problemas mais corriqueiros. De ontem à noite para hoje, o trabalho de casa era cada actor encontrar pequenas «urgências» pessoais que queira dizer ou fazer em palco. Entre essas urgências também estarão excertos dos textos que vamos recebendo aqui no blogue e que o público irá deixar no teatro, após o espectáculo. Hoje, o objectivo fundamental do ensaio será percebermos como é que podemos, mesmo que durante uns minutos, sermos nós próprios em palco. Não nós dentro da ficção ou nós sobre a ficção. Apenas nós. Vai ser um ensaio difícil.&lt;strong&gt;TR&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109725905999696109?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109725905999696109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109725905999696109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109725905999696109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109725905999696109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/sermos-apenas-ns.html' title='Sermos apenas nós'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109725650555268082</id><published>2004-10-07T18:27:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T18:43:42.596+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>Enquanto nada mais me ocorre, e porque nada há de mais urgente e impossível&lt;br /&gt;do que dizer o amor ou, o que é o mesmo, o indizível (poucos poemas&lt;br /&gt;sobreviveriam a tamanha catástrofe!), envio-vos um dos meus primeiros&lt;br /&gt;encontros com a palavra «urgente». Foi escrito por um poeta que hoje diria&lt;br /&gt;provavelmente ao próprio corpo «é urgente morreres».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;URGENTEMENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente o amor.&lt;br /&gt;É urgente um barco no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente destruir certas palavras,&lt;br /&gt;ódio, solidão e crueldade,&lt;br /&gt;alguns lamentos,&lt;br /&gt;muitas espadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente inventar alegria,&lt;br /&gt;multiplicar os beijos, as searas,&lt;br /&gt;é urgente descobrir rosas e rios&lt;br /&gt;e manhãs claras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai o silêncio nos ombros e a luz&lt;br /&gt;impura, até doer.&lt;br /&gt;É urgente o amor, é urgente&lt;br /&gt;permanecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugénio de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente ler este poema para vos poder dizer que é urgente as palavras&lt;br /&gt;reecontrarem o seu significado primordial, aquele que nunca ninguém ouviu e&lt;br /&gt;que justificaria uns momentos de silêncio numa peça de teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma Urgêcia enviada por Inês Fonseca Santos para urgencias@sapo.pt&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109725650555268082?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109725650555268082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109725650555268082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109725650555268082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109725650555268082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/as-vossas-urgncias_07.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109708943648463227</id><published>2004-10-06T20:02:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T20:03:56.483+01:00</updated><title type='text'>Quantas cadeiras são precisas?</title><content type='html'>A coisa nasceu assim: queremos fazer teatro que fale das nossas vidas com as nossas palavras. Queremos tomar conta do que fazemos e dizemos. Queremos falar do que queremos e não queremos. Queremos escrever o que não pode esperar para mais tarde e só pode ser dito hoje. É verdade. Queremos muita coisa. Mas é disso mesmo que se trata: de termos vontade. &lt;br /&gt;A coisa nasceu assim, à volta de uma mesa com duas cadeiras onde eu e o Nuno Artur Silva nos sentámos. Não demorou quase nada até essa mesa estar rodeada de outras cadeiras. Convidámos um grupo de autores a sentar-se connosco. E lançámos uma pergunta: o que é que tens de urgente para me dizer? &lt;br /&gt;Andámos à volta da mesa a ouvir respostas, depois a lê-las. Arranjámos ainda mais cadeiras para pôr à volta da mesa onde os actores vieram sentar-se. As urgências começaram a ser lidas em voz alta. E juntámo-nos tantos, que a sala onde estava a mesa à volta da qual isto tudo nasceu já era pequena para tanta gente.&lt;br /&gt;O Teatro Maria Matos estava fechado. Depois de algumas voltas, de algumas lutas, da vontade de tanta gente, nossa e de quem tens as chaves do teatro, as portas abriram-se. Começámos por olear as dobradiças das portas. Nos primeiros dias faziam muito barulho. Mas já tínhamos uma casa com espaço para todos.&lt;br /&gt;O que encontrámos no primeiro dia de ensaios foi um teatro despido dos panos, da parafernália técnica, dos pormenores que lhe dão o aspecto de um lugar de ilusões. É precisamente numa casa assim, um teatro nu, que queremos construir este espectáculo feito de urgências. E desejamos que o público deste espectáculo possa ver a carcaça do teatro, aquilo que quase sempre é escondido em nome da ilusão: as cordas, as portas, as varas, os projectores, os fios, os bastidores, a realidade.&lt;br /&gt;Depois olhámos para o calendário e tínhamos apenas um mês para montar um espectáculo. Chama-se “Urgências” e são sete peças curtas. Quatro diálogos e três monólogos com cerca de quinze minutos de duração. Serão, de forma assumida, esboços de peças. Se fossem pintura, seriam gravuras em vez de óleos. Vai estrear a 15 de Outubro e lá estaremos todos, numa sala maior, sentados nas nossas cadeiras à volta das nossas urgências. Só falta saber quantas cadeiras são precisas para vocês, os que nos virão visitar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109708943648463227?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109708943648463227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109708943648463227' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109708943648463227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109708943648463227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/quantas-cadeiras-so-precisas.html' title='Quantas cadeiras são precisas?'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109694251156689361</id><published>2004-10-05T03:00:00.000+01:00</published><updated>2004-10-05T03:30:04.986+01:00</updated><title type='text'>Magnolia</title><content type='html'>Tenho alguns grandes amigos nas Urgências. Um deles, o Tiago, conheci-o como editor do "Zapping", nos idos de 2000. Na segunda série, a equipa criativa do programa decidiu colocar como assinatura de cada episódio o tema "Wise Up" de Aimee Mann - uma canção emblemática de um filme marcante para a nossa geração, to say the least. Eu, o NCS e o TR continuámos amigos e a trabalhar juntos e, de cada vez que - por acaso, como convém - ouvimos essa canção, recordamos inevitavelmente um dos períodos mais fascinantes das nossas vidas, os 6 meses do "Zapping". &lt;br /&gt;Há dias, depois de uma maratona de ensaios, eu e o Tiago fomos beber um copo num café junto ao Maria Matos. "Wise Up" passou na rádio no preciso momento em que discutíamos com entusiasmo os bons pressentimentos que vivemos em relação a este espectáculo. Escutámos em silêncio como se fosse uma oração. E nesse instante tivemos a certeza, sem ser preciso sequer falar do assunto, que as "Urgências" só podem correr bem. Com a enorme ironia dessa convicção nos ter sido transmitida por uma canção tão desencantada e sem esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma canção que, por muito que vivamos, estará sempre connosco nos grandes momentos para nos recordar de tudo aquilo que ainda falta fazer. De todas as urgências que permanecem à espera. &lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109694251156689361?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109694251156689361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109694251156689361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109694251156689361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109694251156689361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/magnolia.html' title='Magnolia'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109694150726941797</id><published>2004-10-05T02:51:00.000+01:00</published><updated>2004-10-05T03:00:09.876+01:00</updated><title type='text'>Wise Up</title><content type='html'>It's not what you thought&lt;br /&gt;When you first began it.&lt;br /&gt;You got what you want&lt;br /&gt;Now you can hardly stand it, though,&lt;br /&gt;By now you know, it's not going to stop&lt;br /&gt;It's not going to stop&lt;br /&gt;It's not going to stop&lt;br /&gt;Till you wise up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're sure there's a cure&lt;br /&gt;And you have finally found it.&lt;br /&gt;You think one drink&lt;br /&gt;Will shrink you to your underground&lt;br /&gt;And living down, but it's not going to stop&lt;br /&gt;It's not going to stop&lt;br /&gt;It's not going to stop&lt;br /&gt;Till you wise up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prepare a list for what you need,&lt;br /&gt;Before you sign away the deed,&lt;br /&gt;'Cause it's not going to stop&lt;br /&gt;It's not going to stop&lt;br /&gt;It's not going to stop&lt;br /&gt;Till you wise up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No, it's not going to stop,&lt;br /&gt;Till you wise up.&lt;br /&gt;No, it's not going to stop,&lt;br /&gt;So just give up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aimee Mann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109694150726941797?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109694150726941797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109694150726941797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109694150726941797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109694150726941797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/wise-up.html' title='Wise Up'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109694084078925408</id><published>2004-10-05T02:46:00.000+01:00</published><updated>2004-10-05T02:47:20.790+01:00</updated><title type='text'>Fantasmas</title><content type='html'>Começo por escrever que isto de ‘blog’ é uma absoluta novidade para mim. Aliás, o ‘blog’ das Urgências foi o primeiro que visitei. Motivo: sempre considerei que grande parte da informação colocada nestas paragens ‘virtuais’ é de uma pobreza que faz dó, ou lixo, se quiserem. (Constatei isso depois de visitar alguns…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às Urgências, cá vai…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos nossos dias não existe espaço para a reflexão - somos a sociedade da informação - vive-se tudo de uma forma muito rápida, não temos tempo a perder. Tempo a perder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos sim, tempo a recuperar: para nós, para a reflexão, a compreensão, o calor humano, as conversas de café, o livro esquecido na prateleira, o carinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urgências fala, parece-me, sobre estas personagens que procuram o calor, o carinho e a compreensão num urbanismo envolto de pessoas que tentam a todo o custo sobreviver, onde não há espaço para a reflexão, para o pensamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É obrigatório agir, só existe espaço para agir. Para irmos com a corrente, com a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vozes que vamos conhecendo, por aqui, partilham um enorme sofrimento, um certo autismo para com todos os elementos exteriores, onde a integração no tecido da cidade é difícil, a sua manutenção insuportável. Isto tudo, obviamente, afecta infernalmente as relações entre as pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a Urgência… libertarmo-nos do tecido envolvente para conseguirmos respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente nestas pequenas Urgências, quase diárias, existe o carinho de, juntos, irmos para a sala de ensaio, para o teatro, e trabalhar, ler, reler, “repetir”. No fim de 3, 4, 5 horas de ensaio o espaço, só, abre-se para o silêncio. Mas, se estivermos com atenção, as palavras ainda ecoam, aqui e ali. Consegue-se ouvir, sentir. Para mim, este momento é um dos momentos mágicos que o teatro tem, que não se explicam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sempre acreditei que existem fantasmas nos Teatros, pelo menos naqueles que aguentam e se ressentem com o peso da história. Esta semana, conheci os do Maria Matos: são três. E são divertidíssimos. Estão no Balcão, na primeira fila. Encontrei-os quando me esqueci de alguns objectos, com o calor de uma conversa a caminho do jantar. Para falar verdade, eram amuletos. Voltei, já sozinho. E quando me encaminho para a saída lateral do palco, lá estavam eles, divertidos. Talvez por terem companhia, não sei… Senti-me satisfeito. Já encontrei agentes do outro mundo com um semblante carregado. Em alguns teatros abandonados, em que tive a oportunidade de ensaiar, trabalhar. A relação parece-me óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou concluir este texto, primeiro porque não tenho jeito para esse último parágrafo, e depois porque temo que pudesse sair qualquer coisa melodramática. E isso é uma coisa que eu seriamente evito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fantasma &lt;strong&gt;Luís Mestre&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109694084078925408?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109694084078925408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109694084078925408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109694084078925408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109694084078925408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/fantasmas.html' title='Fantasmas'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109684186152430067</id><published>2004-10-03T23:13:00.000+01:00</published><updated>2004-10-03T23:28:45.496+01:00</updated><title type='text'>deslizes 1 e 2</title><content type='html'>&lt;i&gt;(deslizes: esboços de qualquer coisa na primeira pessoa, derivados de ‘Azul a Cores’, a minha Urgência para a Cláudia Jardim e o Tiago Rodrigues.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;deslize 1: oco&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Só falávamos da sala, de como íamos mudar os móveis de lugar, o sofá fica melhor naquele canto, e o candeeiro?, a estante se calhar tem mesmo de ficar aqui. Um dia saí mais cedo do trabalho e fiz-te a surpresa, chegaste e a sala pareceu melhor assim. Sentei-me no sofá, tu no canto onde o sofá costumava estar, e pediste-me por favor, volta a pôr tudo como estava, sabias que, arrumada a sala, já não tinhamos do que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;deslize 2: par&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não me dava bem com químicos, por isso metia os dedos nas fichas de electricidade, um ou dois esticões e o dia passava-se. Para voltar a bater, o coração tinha de parar, era a melhor parte, o glóbulo vermelho à espera que o da frente avançasse, para poder ir à sua vida. E nada. &lt;br /&gt;Os ouvidos recebiam a bomba primeiro. Estalavam, apitavam, e a coisa alastrava para a cabeça, vibrante, ansiosa, feliz por estar de volta. Queria partir tudo, tal era a minha alegria, mas como perdia a força nas pernas, e caía, nunca passei vergonhas.&lt;br /&gt;Com o tempo perdeu a graça. Precisava de alguém para descarregar, como as nuvens descarregam electricidade no chão e depois choram. Tive sorte porque fui à Fnac. Na zona dos DVD’s reparei em ti, a estudar uma edição especial da colecção “Catástrofes Naturais” dedicada às tempestades eléctricas. Tinhas as pontas dos dedos escuras, indicador e médio queimados, a marca da nossa sociedade secreta. Fomos para a caixa, pagaste, ofereci-me para levar o saco, e quando sem querer te toquei na mão levei um choque. Tu riste muito.&lt;br /&gt;Estava um dia lindo, nuvens carregadas, de certeza que ia chover, e fomos correr para a praia. Pendurámos as chaves de casa à cintura, como o Benjamin Franklin fez ao papagaio, e fizemo-nos ao jogging com a esperança de ter o choque de uma vida. &lt;b&gt;FHF&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109684186152430067?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109684186152430067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109684186152430067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109684186152430067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109684186152430067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/deslizes-1-e-2.html' title='deslizes 1 e 2'/><author><name>Filipe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00736728661961393952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109676736943594608</id><published>2004-10-03T02:23:00.000+01:00</published><updated>2004-10-04T01:25:16.053+01:00</updated><title type='text'>Heavy words are so lightly thrown</title><content type='html'>As pessoas discutem. Os casais discutem. E a agressão não tem Convenção de Genebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa canção dos Smiths surge uma frase, ocultamente citada no texto, que diz isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«What Difference Does It Make?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;All men have secrets and here is mine&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So let it be known&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;For we have been through hell and high tide&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I think I can rely on you&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And yet you start to recoil&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Heavy words are so lightly thrown&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But still I'd leap in front of a flying bullet for you&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So, what difference does it make?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So, what difference does it make?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It makes none&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But now you have gone&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And you must be looking very old tonight&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The devil will find work for idle hands to do&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I stole and I lied, and why?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Because you asked me to&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But now you make me feel so ashamed&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Because I've only got two hands&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Well, I'm still fond of you&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So, what difference does it make?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What difference does it make?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It makes none&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But now you have gone&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And your prejudice won't keep you warm tonight&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The devil will find work for idle hands to d&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I stole, and then I lied&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Just because you asked me to&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But now you know the truth about me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You won't see me anymore&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Well, I'm still fond of you&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But no more apologies&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No more, no more apologies&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm too tired&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm so sick and tired&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And I'm feeling very sick and ill today&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I'm still fond of you.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Morrissey / Marr, álbum &lt;em&gt;The Smiths&lt;/em&gt;, 1984)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;São estes os materiais de «Genebra». Uma frase. Um tratado internacional. Uma canção.&lt;strong&gt; PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109676736943594608?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109676736943594608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109676736943594608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109676736943594608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109676736943594608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/heavy-words-are-so-lightly-thrown.html' title='Heavy words are so lightly thrown'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109676639233076679</id><published>2004-10-03T02:18:00.000+01:00</published><updated>2004-10-03T03:17:13.636+01:00</updated><title type='text'>Genebra</title><content type='html'>Segunda ideia: a &lt;a href="http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/dih-conv-IV-12-08-1949.html"&gt;Convenção de Genebra&lt;/a&gt;. Mesmo na guerra existem regras. Zonas proibidas. Uma decência mínima, para a violência desenfreada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que apenas em proclamação, temos um documento que diz isso: a Convenção de Genebra, sobre o tratamento de civis, de refugiados, de prisioneiros de guerra. Não é cumprido? Muitas vezes não. Mas existe. Já é alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na guerra quotidiana? Que Convenção de Genebra regula a nossa agressividade? Quando um casal discute, que regras impedem uma discussão de degenerar em guerra total?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos mais desprotegidos entre nós, no meio da nossa paz, do que na guerra? &lt;strong&gt;PM&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109676639233076679?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109676639233076679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109676639233076679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109676639233076679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109676639233076679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/genebra.html' title='Genebra'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109676591660216063</id><published>2004-10-03T02:08:00.000+01:00</published><updated>2004-10-03T02:11:56.603+01:00</updated><title type='text'>Atropelar</title><content type='html'>Uma ideia ou duas ideias. Primeiro, a situação, uma frase que ouvi não sei a quem: «Um ex-namorado é alguém que queremos atropelar».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disse isto? Não sei. Qual a razão pela qual me lembro disto, eu que não me lembro de nada? Não sei. Nunca quis atropelar ninguém. Nem sequer conduzo, e mesmo que conduzisse. Nunca me apeteceu atropelar uma «ex-namorada» (a frase vale para ambos os géneros). Não sei sequer se tenho ou tive «ex-namoradas». Se alguma vez fui «ex-namorado». Estas coisas terão certamente um critério científico, que defina o que é um «namoro», para que depois se designem apropriadamente as partes cessantes. Mas admitamos que fui «ex-namorado», que tive «ex-namoradas», que brutalidade é essa de atropelamento? Sou um adepto de separações pacíficas, creio que o tenho conseguido, enfim, faço o possível. Não sou nada dado a detestações maníacas. A frase não tem nada a ver comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma observação. Então assentamos nisto. É sobre os outros. E os outros dizem e sentem coisas assim. Não eu. Estou mais confortado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então «atropelar» não é atropelar. A peça não é certamente sobre desastres de automóvel. É sobre o quê, então? &lt;strong&gt;PM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109676591660216063?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109676591660216063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109676591660216063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109676591660216063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109676591660216063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/atropelar.html' title='Atropelar'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109676538091042175</id><published>2004-10-03T02:01:00.000+01:00</published><updated>2004-10-03T03:25:38.646+01:00</updated><title type='text'>Urgências</title><content type='html'>Fui convidado para este projecto: «Urgências». E a primeira coisa que me ocorreu foi que tinha um conto passado nas urgências de um hospital. Um conto, não: um vaguíssimo plano para um conto. Que nunca se tinha concretizado. Demasiado diálogo, nenhuma acção. Estava na gaveta, talvez nunca saísse da gaveta. Mas agora, de repente, era a resposta a um convite. Uma resposta deliciosamente literal. «A minha urgência é fazer um conto que se passa nas urgências». Um conto? Uma peça, diz-se uma peça. Meio termo: um «texto para teatro».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim ficou. Mas uma ideia nunca é urgente. Que urgência havia nesse texto? Nesse texto que nem texto era ainda? Que urgência intrínseca, para além da vontade de se fazer texto? Qual era a urgência num texto tão urgente que ficara esquecido na gaveta? Que nem texto era porque nunca fora escrito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto da minha urgência é sobre a minha urgência? Desde que o apresentei, dei comigo a dizer a toda a gente que o texto «não é autobiográfico». E não é. Mas se não é, qual a necessidade urgente de o dizer? Medo que pensem que é? E medo porquê? De quê? Sobre que urgência é o meu texto para me suscitar tal cautela? Já o sei ou só saberei, como os outros, na estreia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha Urgência chama-se «Genebra». &lt;strong&gt;PM&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109676538091042175?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109676538091042175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109676538091042175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109676538091042175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109676538091042175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/urgncias.html' title='Urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109671791671298629</id><published>2004-10-02T13:50:00.000+01:00</published><updated>2004-10-02T12:51:56.713+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>&lt;em&gt;Tenho urgência em dizer da força com que amo o meu pai. Tenho urgência emdar-lhe os parabéns pelos seus 63 anos. Tenho urgência em contar da minhaadmiração por ele. Tenho urgência em agradecer eternamente tudo o que meensinou. Tenho urgência em lembrar as suas mãos, a poesia que fez nascer ecrescer em mim (e como ma soube dizer ao ouvido ), a prosa que me gritou bemalto ou as canções com que ilumina toda a casa. Tenho urgência em evocar aterra onde nasceste, a neve que te congelava os dedos ou o rio onde quasemorreste. E ser eu, hoje, é lembrar, com urgência, tudo o que foste e quecontinuas a ser para mim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma Urgência enviada por Sílvia para &lt;a href="mailto:urgencias@sapo.pt"&gt;urgencias@sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109671791671298629?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109671791671298629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109671791671298629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109671791671298629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109671791671298629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/as-vossas-urgncias_02.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109671766501246974</id><published>2004-10-02T13:46:00.000+01:00</published><updated>2004-10-02T12:47:45.013+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>&lt;em&gt;Tenho uma urgência! Urge dizer que temos de parar e olhar para o que nosrodeia. E o que nos rodeia é uma televisão em que 99,9% da programaçãodevia ser urgentemente modificada. Esperem, mas se essa mesma programação temaudiência, temos isso sim de modificar urgentemente a audiência. A audiêncianão pode mais ver pseudo-celebridades, pseudo-apresentadores, pseudo-programasde humor... Temos de acordar a audiência deste pesadelo alcoólico em quevive, despertar-lhes a consciência e arrancá-los do fundo da caverna em quealegoricamente vivem. É mesmo uma urgência! Antes que seja tarde de mais eainda aconteça algo de muito grave como o nosso mundo deixar de ter um rumo...Opsss! Será que ainda vamos a tempo ou os sons cardíacos já se desvaneceram?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma Urgência enviada por João Pedro Lopes para &lt;a href="mailto:urgencias@sapo.pt"&gt;urgencias@sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109671766501246974?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109671766501246974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109671766501246974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109671766501246974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109671766501246974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/as-vossas-urgncias.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109671738396488993</id><published>2004-10-01T13:31:00.000+01:00</published><updated>2004-10-02T12:43:03.963+01:00</updated><title type='text'>É urgente o amor</title><content type='html'>Uma das questões levantadas logo no início das conversas com os autores que integram as Urgências, foi a dos temas das peças. Sabendo que o mote de todos os textos era a pergunta "o que é que tens de urgente para me dizer?", era preciso decidir se devia ou não chegar-se a uma distribuição de temas e situações diferentes para cada autor. A coclusão a que chegámos foi a de assumir a completa liberdade criativa de quem aceitou o desafio de responder à pergunta que lançámos. Esperávamos que a actualidade e as temáticas sociais fossem o denominador comum de muitas das peças. No entanto, é curioso reparar que quatro das sete peças abordam, na sua essência, o amor e as relações românticas. Devíamos ter percebido isto antes. O que é urgente nem sempre tem que ser deste tempo. Há urgências com milénios.TR&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109671738396488993?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109671738396488993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109671738396488993' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109671738396488993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109671738396488993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/10/urgente-o-amor.html' title='É urgente o amor'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109671828371973379</id><published>2004-09-30T13:53:00.000+01:00</published><updated>2004-10-02T12:59:30.336+01:00</updated><title type='text'>Teatro virtual</title><content type='html'>Se o número de espectadores que cada noite aparecer no Maria Matos for equivalente à media de visitantes diária deste blogue já era bem melhor do que aquilo que muitos espectáculos têm. O blogue, criado há pouco mais de uma semana já recebeu perto de 1 500 visitantes e conta com quase 200 visitas diárias. E continua a subir. Parece que há para aí muita gente disposta a dizer e ouvir Urgências. Esperamos que a visita virtual seja o isco certo para garantir a visita real, a partir de 15 de Outubro, no Teatro Maria Matos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109671828371973379?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109671828371973379/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109671828371973379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109671828371973379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109671828371973379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/teatro-virtual.html' title='Teatro virtual'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109645969817360515</id><published>2004-09-29T13:46:00.000+01:00</published><updated>2004-09-29T13:08:18.173+01:00</updated><title type='text'>O mágico sem cartola</title><content type='html'>O Maria Matos estava fechado e foi reaberto especialmente para o projecto Urgências. O que encontrámos no primeiro dia de ensaios foi um teatro despido dos panos, da parafernália técnica, dos pormenores que lhe dão o aspecto de um lugar de ilusões. Um teatro como um mágico que perdeu a cartola e não tem como fazer surgir do nada os seus coelhos brancos.&lt;br /&gt;É precisamente numa casa assim, um teatro nu, que queremos construir este espectáculo feito de urgências.  E desejamos que o público deste espectáculo possa ver a carcaça do teatro, aquilo que quase sempre é escondido em nome da ilusão: as cordas, as portas, as varas, os projectores, os fios, os bastidores,  a realidade.&lt;br /&gt;As urgências são coisas que não podemos esperar mais tempo para dizer. Quando as dissermos podem ser velozes como um telegrama ou uma mensagem deixada num post it, podem ter engasgos e hesitações, mas serão vitais. A 15 de Outubro queremos que este teatro seja uma assembleia onde são ditas as coisas que realmente nos fizeram estar na rua nessa noite. Não há tempo nem vontade de tirar coelhos da cartola. O mágico terá que parar de nos entreter e dizer o que pensa. &lt;b&gt;TR&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109645969817360515?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109645969817360515/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109645969817360515' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109645969817360515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109645969817360515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/o-mgico-sem-cartola.html' title='O mágico sem cartola'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109645798268665528</id><published>2004-09-28T13:36:00.000+01:00</published><updated>2004-09-29T12:39:42.686+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>Uma das particularidades do espectáculo URGÊNCIAS é que, nos intervalos entre cada uma das sete peças curtas que iremos apresentar, os actores irão ler em palco algumas «urgências» que os leitores deste blogue nos fizerem chegar.O desafio é simples: enviem-nos textos com aquilo que tem de urgente para nos dizer. Coisas sérias ou nem por isso. Mensagens ao país ou aos vossos parentes. A única condição é que sejam as vossas urgências. Depois basta enviá-las para &lt;a href="mailto:urgencias@sapo.pt"&gt;urgencias@sapo.pt&lt;/a&gt;. Publicaremos alguns textos no blogue e, a partir de dia 15 de Outubro, as melhores «urgências» subirão ao palco do Maria Matos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue-se uma urgência outonal enviada por Rui Azevedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Aqui estou, ansioso, sentado numa núvem, a olhar para ti.&lt;br /&gt;  Tu nem sequer me vês, nem sequer me sentes.&lt;br /&gt;  O prazer é, com certeza, todo meu.&lt;br /&gt;  Celebro mais um Outono como se o Outono tivesse algo de bom para celebrar.&lt;br /&gt;  Uma estação transitória, que apenas dura a queda de uma folha. No Outono não&lt;br /&gt;  se celebra a vida nem a morte, celebra-se a queda, celebra-se uma&lt;br /&gt;  tranjectória descendente. Quando a folha toca o chão já é Inverno.&lt;br /&gt;  Outono, Outubro, ou... ou outra coisa qualquer. Depois do se... de Setembro,&lt;br /&gt;  vem o ou... de Outubro. O Outono é uma sucessão de conjunções, de ideias&lt;br /&gt;  adiadas para só serem realizadas no... vembro.&lt;br /&gt;  Mas ainda assim é bonito. A decadência tem o seu lado belo. A folha que cai,&lt;br /&gt;  a árvore que se despe, o céu que se enubla de cinzento, a chuva que chove&lt;br /&gt;  mas não molha, o frio que adoenta mas não gela, os dias que encolhem mas não&lt;br /&gt;  muito.&lt;br /&gt;  Tudo tem a sua beleza.&lt;br /&gt;  Tudo tem a sua tristeza.&lt;br /&gt;  Tudo transita para o Inverno que se prevê ainda pior.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109645798268665528?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109645798268665528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109645798268665528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109645798268665528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109645798268665528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/as-vossas-urgncias_28.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109624471986829853</id><published>2004-09-27T01:15:00.000+01:00</published><updated>2004-09-29T12:45:14.563+01:00</updated><title type='text'>O kit</title><content type='html'>A minha estreia em teatro foi, estranhamente, como encenador. Estranhamente, porque não é habitual a primeira experiência profissional de alguém em teatro passar de imediato pela encenação. E também porque, passados seis anos, acredito cada vez menos na figura do encenador, tal como a conhecemos. Mas adiante. Não é isto o essencial.&lt;br /&gt;Serve esta introdução apenas para recordar a prenda que os actores desse primeiro espectáculo que encenei me deram no meu dia de anos. Faltava cerca de um mês antes para a estreia. A prenda vinha dentro de uma caixa de sapatos. Eles chamaram-lhe «kit de encenação». Um bloco de notas, uma caneta, um relógio e um cinzeiro.&lt;br /&gt;Agora, nas Urgências reencontro algumas pessoas que participaram nesse meu primeiro espectáculo - a Cláudia Jardim e a Joana Seixas. Amanhã, no ensaios no Maria Matos, vou dizer-lhes que continuo a usar a prenda que me deram. Apesar de não assumir o meu papel neste projecto propriamente como o de um encenador, participo na construção de todas as peças curtas das Urgências. Numa sou autor e noutra actor. Nas cinco restantes, estarei sentado na plateia, tentando ajudar o autor e actores de cada peça a contruir as suas Urgências.&lt;br /&gt;Amanhã vou pôr uma mesa entre a quarta e quinta filas. Em cima dela o meu kit de encenador. Porventura será outro bloco de notas, outra caneta, outro relógio e outro cinzeiro. Mas o entusiasmo, o prazer, a angústia e a esperança, essas são as mesmas de quando me estreei.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109624471986829853?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109624471986829853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109624471986829853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109624471986829853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109624471986829853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/o-kit.html' title='O kit'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109622896899036025</id><published>2004-09-26T21:01:00.000+01:00</published><updated>2004-09-27T01:14:17.360+01:00</updated><title type='text'>Aung San Suu Kyi</title><content type='html'>Tenho sempre muita dificuldade em escrever, mas acho que esta é uma boa oportunidade que não quero desperdiçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que todos conhecemos AUNG SAN SUU KYI, a birmanesa que ganhou prémio nobel da paz. Uma mulher que deixou os seus dois filhos e marido em Inglaterra, para regressar ao seu país e lutar pela democracia. Nunca tinha pensado neste “abandono” dos filhos por parte da AUNG SAN SUU KYI até a minha filha nascer. É algo que me perturba imenso. Ter a coragem de deixar os dois filhos com o pai e esperar que eles nunca a acusem de abandono é arriscar muito alto. Abdicar de uma vida plena pela solidão certa, por um país, é de uma generosidade imensa. Agora sempre que penso na AUNG SAN SUU KYI desejo muito que ela consiga que a Birmânia seja uma democracia, para ela abraçar os seus filhos de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site oficial de AUNG SAN SUU KYI: &lt;a href="http://www.dassk.org"&gt;www.dassk.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MB&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109622896899036025?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109622896899036025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109622896899036025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109622896899036025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109622896899036025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/aung-san-suu-kyi.html' title='Aung San Suu Kyi'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109621363344809803</id><published>2004-09-26T16:39:00.000+01:00</published><updated>2004-09-26T16:47:13.446+01:00</updated><title type='text'>O primeiro</title><content type='html'>Esta é a primeira Urgência enviada por um leitor do blogue. Ele é o Miguel Tomar Nogueira e também tem espaços da sua autoria na blogosfera: &lt;a href="http://www.3actos.blogspot.com"&gt;www.3actos.blogspot.com&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.elasmaiseles.blogspot.com"&gt;www.elasmaiseles.blogspot.com&lt;/a&gt;. É natural que o Miguel tenha sido o primeiro a aderir ao nosso desafio. É quase batota se não soubéssemos que é genuíno. É que o Miguel é um amigo. E não fosse a admiração que têm por ele os que o conhecem, quase lhe podíamos chamar um fã. Aqui vai a Urgência que o Miguel nos enviou para &lt;a href="mailto:urgencias@sapo.pt"&gt;urgencias@sapo.pt&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A minha urgência é partilhar em textos, sons, e imagens, as fortes emoções que me invadem. A dor no peito de sentir demasiado, ser feliz em demasia, amar em quantidades interplanetárias. Urgente é saber como o fazer. Os abraços, o toque, as vozes já não chegam. Já nem os olhos são suficientes, mesmo que usem todos os seus truques. Esta é a minha urgência. Urgente. Antes que me leve às urgências.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Miguel Tomar Nogueira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109621363344809803?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109621363344809803/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109621363344809803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109621363344809803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109621363344809803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/o-primeiro.html' title='O primeiro'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109608490711345129</id><published>2004-09-25T04:54:00.000+01:00</published><updated>2004-09-25T05:03:24.640+01:00</updated><title type='text'>A angústia</title><content type='html'>Quando as primeiras reuniões aconteceram, os prazos dados eram apertados. Afinal, se o que temos para dizer é urgente, por definição, temos de encontrar tempo para escrevê-lo. Pois bem. Nunca na vida falhei deadlines de forma tão aviltante. Cheguei a mentir aos meus actores, inventando prazos de entrega que não cumpria (uma forma bizarra de me obrigar a escrever).&lt;br /&gt;O problema? À segunda, terceira deixa, uma das personagens dizia uma piada. Parece estúpido? É capaz de ser. Mas talvez ainda não vos tenhamos dito que esta é a primeira produção teatral das Produções Fictícias fora do campo do humor. Talvez seja necessário explicar que a escrita industrial de comédia tem destas coisas, pode ter efeitos perniciosos sobre a nossa mente. Depois, súbito, uma noite - como seria de esperar num bom e velho lugar-comum - a minha urgência escreveu-se por si.&lt;br /&gt;Ontem, às voltas com as 16 páginas que decorava, o Luís Mestre ligou-me noite dentro para dar conta de algumas angústias. De frases que lhe magoavam. Fiquei contente. As frases magoam porque ele, tal como eu, já as ouviu e já as disse. Talvez, queiram os deuses, haja um carácter universal nesta urgência. Talvez não. &lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109608490711345129?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109608490711345129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109608490711345129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109608490711345129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109608490711345129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/angstia.html' title='A angústia'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109608397378697682</id><published>2004-09-25T04:38:00.000+01:00</published><updated>2004-09-25T04:46:13.786+01:00</updated><title type='text'>A stanada</title><content type='html'>Bastante mais do que em Portugal, o Tiago faz teatro no estrangeiro, percorrendo a Europa no seio dos belgas &lt;strong&gt;STAN&lt;/strong&gt; (Stop Thinking About Names). Este grupo tem como conceito, em duas linhas, subir ao palco pela primeira vez no dia da estreia. Conhecer profundamente o texto, estudar as personagens, fazer mil leituras, não marcar as cenas e não pisar o palco até ao dia em que o público também lá está.&lt;br /&gt;Inspirados por esta filosofia, pela renovação contínua, noite após noite, de um texto de teatro e respectiva interpretação; inspirados ainda pelo soberbo "Questionism" (com Frank Vercruyssen) que os STAN apresentaram há poucos meses em Lx; e convencidos (bem) de que este tipo de trabalho se adequava na perfeição ao nosso conceito de "Urgências", o Nuno Artur e o Tiago decidiram adoptar um método de trabalho semelhante para o nosso tempo no Maria Matos. Aquilo que se resolveu apelidar de "&lt;em&gt;Stanada&lt;/em&gt;". Fica o registo. &lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109608397378697682?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109608397378697682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109608397378697682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109608397378697682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109608397378697682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/stanada.html' title='A stanada'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109608311682215862</id><published>2004-09-25T04:27:00.000+01:00</published><updated>2004-09-25T04:33:23.683+01:00</updated><title type='text'>Pink Floyd</title><content type='html'>Recordei ontem, por acaso, o tema que considero ser a melhor canção de amor de sempre. Opiniões, exageros e subjectividades à parte, na minha "urgência", esta poderia muito bem ser a canção que a Maria dedicava ao Luís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So, so you think you can tell&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Heaven from Hell&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Blue skies from Pain?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Can you tell a green field&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;From a cold steel rail ?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A smile from a veil?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do you think you can tell&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And did they get you to trade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Your heroes for ghosts?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hot ashes for trees?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hot air for a cool breeze?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cold comfort for chains?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And did you exchange&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A walk on part in the war&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;For a lead role in a cage?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How I wish, how I wish you were here&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;We're just two lost souls &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;swimming in a fish bowl&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Year after year&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Running over the same old ground&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What have we found?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The same old fears&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Wish you were here&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109608311682215862?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109608311682215862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109608311682215862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109608311682215862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109608311682215862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/pink-floyd.html' title='Pink Floyd'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109599661159881629</id><published>2004-09-24T04:24:00.000+01:00</published><updated>2004-09-24T04:32:34.793+01:00</updated><title type='text'>Aproximação</title><content type='html'>Para começo, deixo um poema de Sebastião Alba. Funciona, julgo, como uma primeira aproximação à minha urgência. Traz, pelo menos, uma das palavras que tenho mais urgência em pronunciar (e que o Luís trouxe para a mesa): casas. Casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As casas constroem-se de sombra&lt;br /&gt;quatro sombras ao alto&lt;br /&gt;longe da esfinge dos astros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos das cidades&lt;br /&gt;dos homens que de tão sós&lt;br /&gt;as despovoam&lt;br /&gt;Das casas nunca&lt;br /&gt;Só as casas solitárias têm história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giram na noite presas&lt;br /&gt;à face da terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vede&lt;br /&gt;a plasticidade das casas&lt;br /&gt;ao sol&lt;br /&gt;a amabilidade das casas&lt;br /&gt;à porta&lt;br /&gt;a incomunicabilidade das casas&lt;br /&gt;sob os bombardeios”. &lt;strong&gt;NCS&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109599661159881629?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109599661159881629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109599661159881629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109599661159881629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109599661159881629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/aproximao.html' title='Aproximação'/><author><name>Nuno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00954204623142661367</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109598934303122333</id><published>2004-09-24T02:24:00.000+01:00</published><updated>2004-09-24T02:29:03.040+01:00</updated><title type='text'>Eu e tu não somos Nós</title><content type='html'>É o título da minha urgência. Os meus actores são o Luís Mestre e a Cristina Carvalhal. O Luís é meu amigo há 7 anos e há esse tempo todo que andamos para trabalhar juntos. A Cristina (juntamente com a Alexandra Lencastre) é uma das minhas musas da adolescência - que ainda pouco passou do adro. Nos próximos dias falarei mais deles.&lt;br /&gt;Interpretam o "Luís" e a "Maria", nomes propositadamente comuns. Neste momento, estão a decorar texto. Amanhã, pela primeira vez em nossa &lt;em&gt;casa&lt;/em&gt;, eles vão movimentar-se no palco sem folhas de papel. E eu vou ter inveja. &lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109598934303122333?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109598934303122333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109598934303122333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109598934303122333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109598934303122333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/eu-e-tu-no-somos-ns.html' title='Eu e tu não somos Nós'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109598901595512214</id><published>2004-09-24T02:19:00.000+01:00</published><updated>2004-09-24T02:24:15.170+01:00</updated><title type='text'>A urgência</title><content type='html'>O que é que eu tenho de urgente para vos dizer? Uma confissão. Um desabafo. O exorcismo de um fantasma poderoso. Quero dizer-vos que, às vezes, o amor acaba. Pura e simplesmente. Sem motivo. Sem terceira pessoa envolvida ou hábitos perniciosos de cortar as unhas dos pés na cama, por exemplo. Não. Acaba, chega ao fim, morre, fica sem bateria, pifa, vai abaixo, desfalece, cai, tropeça e não se levanta mais.&lt;br /&gt;E, muitas vezes, a pergunta que o abandonado mais faz - perante o anúncio da ruptura - "Porquê? Porquê?", não tem mesmo resposta, não faz mesmo sentido, e seria até mais lógica na cabeça do outro. Do que se vai embora. &lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109598901595512214?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109598901595512214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109598901595512214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109598901595512214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109598901595512214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/urgncia.html' title='A urgência'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109598875638583867</id><published>2004-09-24T02:14:00.000+01:00</published><updated>2004-09-24T02:19:16.386+01:00</updated><title type='text'>A casa</title><content type='html'>O teatro como casa. O Maria Matos. A equipa das Urgências está a partilhar, numa média de 10 horas por semana para cada segmento, o espaço desse teatro. Quatro paredes, um tecto, mesas e cadeiras - é uma casa. E agora é nossa. Como disse a Cláudia Jardim (actriz fantástica e uma das pessoas mais entusiastas e alegres deste projecto): "É como se vivéssemos todos no mesmo condomínio, mas não nos falamos".&lt;br /&gt;Ainda não. Os horários e as vidas complicadas levam-nos a entrar quando outros saem ou vice-versa. Mas vai melhorar. Há dois dias, no melhor espírito utópico das reuniões iniciais, a Cláudia foi assistir a um dia de trabalho comigo, com o Tiago, a Cristina e o Luís. O vizinho veio beber chá. Daqui a dias, havemos de dar uma festa cá em casa. Para o prédio todo. &lt;strong&gt;LFB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109598875638583867?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109598875638583867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109598875638583867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109598875638583867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109598875638583867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/casa.html' title='A casa'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109590578352400672</id><published>2004-09-23T03:12:00.000+01:00</published><updated>2004-09-23T03:52:15.690+01:00</updated><title type='text'>As vossas urgências</title><content type='html'>Uma das particularidades do espectáculo URGÊNCIAS é que, nos intervalos entre cada uma das sete peças curtas que iremos apresentar, os actores irão ler em palco algumas «urgências» que os leitores deste blogue nos fizerem chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio é simples: enviem-nos textos com aquilo que tem de urgente para nos dizer. Coisas sérias ou nem por isso. Mensagens ao país ou aos vossos parentes. A única condição é que sejam as vossas urgências. Depois basta enviá-las para &lt;a href="mailto:urgencias@sapo.pt"&gt;urgencias@sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicaremos alguns textos no blogue e, a partir de dia 15 de Outubro, as melhores «urgências» subirão ao palco do Maria Matos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? O que é que tens de urgente para me dizer?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109590578352400672?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109590578352400672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109590578352400672' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109590578352400672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109590578352400672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/as-vossas-urgncias.html' title='As vossas urgências'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109571944784711185</id><published>2004-09-20T23:21:00.000+01:00</published><updated>2004-09-20T23:30:47.846+01:00</updated><title type='text'>Um mês</title><content type='html'>O espectáculo "Urgências" é composto por sete peças curtas. Estas peças estão a ser construídas em conjunto por autores e actores que agora povoam o Maria Matos. Todos os eles tentando responder à pergunta: "o que é que tens de urgente para me dizer?". Como se alguém se tivesse levantado no meio duma plateia e colocado essa pergunta.&lt;br /&gt;As sete respostas que, a partir de 15 de Outubro, serão mostradas ao público serão esboços. Serão, como todas as coisas que se dizem com urgência, peças vivas e incompletas. Serão, assumidamente, esboços. Se fossem pintura, seria gravuras em vez de óleos, esquiços em vez de pastéis.&lt;br /&gt;Cada peça terá cerca de 15 minutos. Umas mais e outras menos. A média é essa. Não são os 15 minutos de fama, são os 15 minutos de urgência. O tempo disponível para se dizer o que não podia ficar para mais tarde.&lt;br /&gt;Os ensaios começaram na segunda feira passada e têm acontecido a um ritmo bastante acelerado. Não é para menos. Temos um mês para, a partir de uma primeira versão do texto de cada autor, discutir, alterar, imaginar, decorar, ensaiar, montar e levar para palco cada uma das sete urgências. Um mês para ter a certeza de que tentamos dizer o essencial, sabendo que, como sempre, ficará tanto por dizer. Porque é urgente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109571944784711185?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109571944784711185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109571944784711185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109571944784711185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109571944784711185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/um-ms.html' title='Um mês'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8320614.post-109538087938848919</id><published>2004-09-17T01:26:00.000+01:00</published><updated>2004-09-17T01:27:59.386+01:00</updated><title type='text'>post it</title><content type='html'>URGÊNCIAS é um espectáculo feito de pequenas peças autónomas – um festival de curtas metragens em teatro. É um projecto que assenta na ideia de fazer do teatro um espaço onde se dizem coisas urgentes. Coisas que devem ser ditas aqui e agora. Acreditamos que o teatro oferece a oportunidade de agir imediatamente sobre a realidade e os acontecimentos. Algo que aconteceu hoje pode, daqui a um mês, ser objecto de um espectáculo. Queremos assumir que o teatro pode viver ao ritmo dos dias e alimentar-se também da actualidade, que o teatro é um espaço de debate e revelação do que urge dizer, fazer, ouvir e ver.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8320614-109538087938848919?l=urgenciasteatro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/feeds/109538087938848919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8320614&amp;postID=109538087938848919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109538087938848919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8320614/posts/default/109538087938848919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://urgenciasteatro.blogspot.com/2004/09/post-it.html' title='post it'/><author><name>-</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
