1.10.04

É urgente o amor

Uma das questões levantadas logo no início das conversas com os autores que integram as Urgências, foi a dos temas das peças. Sabendo que o mote de todos os textos era a pergunta "o que é que tens de urgente para me dizer?", era preciso decidir se devia ou não chegar-se a uma distribuição de temas e situações diferentes para cada autor. A coclusão a que chegámos foi a de assumir a completa liberdade criativa de quem aceitou o desafio de responder à pergunta que lançámos. Esperávamos que a actualidade e as temáticas sociais fossem o denominador comum de muitas das peças. No entanto, é curioso reparar que quatro das sete peças abordam, na sua essência, o amor e as relações românticas. Devíamos ter percebido isto antes. O que é urgente nem sempre tem que ser deste tempo. Há urgências com milénios.TR

1 Comments:

Blogger vanrose said...

É por isso que existem autores intemporais. São os que retractam o Homem e as suas angústias e não uma situação específica de uma determinada época. No teatro, o que mais alicia fazer são as questões do ser, apesar de ser URGENTE denunciar as questões do tempo, quer estas sejam sociais, políticas e económicas. Os autores sempre o fizeram mas os perduraram são os que nos permitem reajustar as suas palavras ao tempo actual. Por detrás do Romeu e Julieta (revi há pouco tempo o filme na 2) mais do que a questão do amor está a questão da intolerância, a questão do poder. Mas a acção centra-se na questão Amor. É isso que faz com que a audiência vibre e que ao mesmo tempo lhe seja dado toda a conjuntura de uma época.
Até ...ao Maria Matos.

8 de outubro de 2004 às 11:40  

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